Toda Religião tem suas vertentes e seus cultos diferenciados. Não seria diferente com a nossa ^^
No nosso caso eu presumo que seja mais difícil falar sobre isso, já que somos muitos e de varias partes do mundo, além do fato de que tem os praticantes solitários que muitas vezes mesclam varios tipos de culturas a sua visão sobre os Deuses.
Esse tópico vai servir-lhes para escolher uma dentre as várias sendas, mas lembrem-se que o melhor é algo natural, ou seja, algo que lhe faça se sentir bem consigo mesmo e que seja a sua cara.
Tradição 1734: A tradição 1734 é baseada nos ensinamentos de Robert Cochrane e seus escritos. Cochrane, britânico, traz as raízes celtas – bretãs para a Witchcraft. 1734 não é um anagrama, todavia é um mistério. Não dá o verdadeiro nome da Deusa como outros tantos nomes. Junto com a tradição 1734 há uma série de mistérios.
Existem muitos caminhos para o Deus e Deusa. 1734 é um caminho distinto. Existem algumas diferenças como a dedicação que o estudante tem de ter com seu clã espiritual, a necessidade de uma essência xamânica, e principalmente a crença de que a Deusa faz parte da vida do indivíduo.
Robert Cochrane nasceu em janeiro de 1931 em Londres. Ele reivindicava a si mesmo o título de Bruxo por hereditariedade, dizendo que o seu avô tinha sido um bruxo praticante em Warwickshire e uma de suas tias, “Mrs. Bromfield”, que tinha uma significativa coleção de “coisas de bruxa”. Ele nasceu numa família metodista, conheceu um bruxo não-gardneriano, formou um Coven que ele chamou de “The Clan of Tubal Cain”, pesquisou e recriou o que achou que poderia ser a melhor forma de expressar a Velha Religião.
Em 1960, entrou em contato com Joseph Wilson. Essas correspondências deram a ele as bases da witchcraft praticada hoje. Wilson fez dessas cartas uma fonte de pesquisa e ensinamentos, na medida em que copiava e passava para outras pessoas. Como resultado, diferentes Covens foram formados e outras linhas foram desenviolvidas. Cada linha hoje é completamente autônoma e não há uma autoridade central.
Os Covens não partilham de um Livro das Sombras em comum, mas as cartas de Cochrane foram passadas de professor a aluno, formando um Livro das Sombras similar em outras tradições. Esses Covens, baseados na obra de Cochrane, estipularam que o aspirante deveria passar pelo menos por um ano e um dia de “treinamento” para ingressar no 1º Grau. Geralmente, é proposto ao estudante descobrir o que está por trás dos criptogramas 1734 e 1737, ambos escondem o nome do Deus e da Deusa. As charadas serviam como uma iniciação.
É necessário desfazer alguns mitos sobre o numero 1734. Primeiro, Cochrane não quis traçar seu sangue de bruxo até 1734, nem é data de fundação de nenhuma instituição secreta. Cochrane simplesmente criptografou o nome da Deusa.
Cochrane morreu em 1966. Todavia, em 1976, Ann e David Finnin, com os escritos de Cochrane e material que foram dados por tradicionalistas britânicos recriaram a experiência dele com o grupo Roebuck. Em 1982, Evan John Jones, um componente do grupo original de Cochrane, foi chamado também. O aprendizado levou dois anos e Ann e David foram incumbidos por Jones de levar a 1734 aos Estados Unidos. Curiosamente, Jones é um dos autores do livro Feitiçaria, a Tradição Renovada, junto com Doreen Valiente, que segue a Tradição Gardneriana.
Tradição Alexandrina: A Tradição Alexandrina foi iniciada em 1960 por Alex Sanders e sua mulher Maxine. Sanders que se dizia iniciado pela sua avó quando tinha apenas 7 anos, admitindo mais tarde que isso não era verdade. De fato, Sanders era iniciado em um coven Gardneriano. Quando Sanders começa a divulgar a Wicca, os membros mais tradicionais se opuseram de pronto, alegando que Alex Sanders estava tentando se promover, outros encararam como uma profanação dos mistérios da Arte. Seja qual for o motivo pelo qual ele procurou publicidade, ele conseguiu atrair muitos seguidores para a Wicca. Entre 1960 e 1970 Sanders e sua mulher iniciaram muitas pessoas, entre eles Stewart Farrar e Janet Owen, dois renomados autores e bruxos conhecidos. Janet e Stewart se casaram e escreveram muitos livros sobre Wicca, continuando o trabalho de divulgação de Sanders, mas desta vez já totalmente apoiados na recém-formada Tradição Alexandrina.
É difícil de precisar como funciona exatamente a Tradição Alexandrina. Genericamente, covens Alexandrinos focam o seu trabalho no treino, geralmente associado a Magia Cerimonial, como Cabala, Magia Angélica e Enoquiana. Foi conservada a estrutura hierárquica da experiência gardneriana que Sanders teve, e também a prática de rituais mais dramatizados e polarizados, com a presença de uma Sacerdotisa e de um Sacerdote. Muitos covens alexandrinos permitem que não-iniciados participem dos rituais como neófitos, para que possam depois, começar do primeiro grau.
Outros covens, permitem que convidados participem de algumas reuniões. Algumas das regras impostas por covens gardnerianos também foram adaptadas, como a regra do nudismo ritual, que é opcional em covens alexandrinos. Covens Alexandrinos basicamente usam os mesmos instrumentos e rituais da Wicca Gardneriana, mas em alguns casos, os rituais foram adaptados.
Durante os últimos trinta anos, as diferenças entre as duas Tradições tem ficado menor, mesmo que cada coven mantenha o seu estilo, é possível ver uma maior uniformidade.
Tradicional Britânica:
(BTW abreviado) é um termo usado descrever algum Wiccan tradições que têm suas origens no Floresta Nova região de Inglaterra. O mais proeminentes tais tradiçõens são Gardnerian Wicca e Alexandrian Wicca, mas outras tradições ou derivadas deles ou reivindicando uma história nova compartilhada da floresta (notàvelmente Vale central Wicca), são considerados também para ser Wicca tradicional britânico. No exemplo de algumas tradições (como Estrela azul Wicca), algumas linhas são consideradas ser Wicca tradicional britânico e algumas não são.
Wicca Céltica: Uma Tradição muito telúrica, com enfoques na natureza, os elementos e elementais, algumas vezes fadas, plantas, etc. Muitas "Bruxas Verdes" (Green Witches) e Adeptos do Druidismo seguem este caminho, centrado no panteão Céltico antigo e em seus Deuses e Deusas.
Tradição Caledoniana: Uma tradição que tenta preservar os antigos festivais dos escoceses e às vezes é chamada de Tradição Hecatina.
Tradição Picta: É uma das manifestações da Bruxaria tipicamente escocesa. Na maioria das vezes é uma forma solitária da Arte. Seu enfoque prático é basicamente mágico e possui poucos elementos religiosos e filosóficos.
Bruxaria Cerimonial: Usa a Magia cerimonial para atingir os propósitos mais altos e algumas vezes materiais. Segue os princípios da Magia Cabalística e Magia Egípcia.
Tradição Diânica: Algumas bruxas diânicas só cultuam a deusa, outras bruxas utilizam esta tradição para romper com laços patriarcais predominantes muito tempo na terra.
Tradição Georgina: Foi criada por George Patterson, auto-intitulado "Sumo Sacerdote Georgino". Essa tradição é eclética por ter uma gama enorme de rituais, como por exemplo, Celtas, Alexandrinos, Gardnerianos e tradicionais.
Ecletismo: São considerados ecléticos os bruxos que realizam vários rituais sem se prender a um único.
Tradição das Fadas: Teve origem entre os diversos povos europeus da Idade do Bronze que, ao migrarem para as colinas e altas montanhas por causa das guerras e invasões, ficaram conhecidos como Duendes ou Fadas. Existem hoje várias facções da Tradição das Fadas.
Tradição Gardneriana: Esta é a tradição que mais contribuiu para que bruxaria fosse difundida. Foi fundada por Gerald Gardner em 1950 na Inglaterra. Muitos rituais e trabalhos mágicos em numerosas tradições são originárias do trabalho de Gardner. O Gardnerianismo é uma tradição hierárquica onde a Sacerdotisa e o Sacerdote governam.
Tradição Hecatina: É uma tradição de Bruxos que buscam inspiração em Hécate e tentam resgatar o culto a esta Deusa.
Tradição Familiar ou Hereditária: Nesta tradição os bruxos são treinados por algum membro da família. Os Bruxos Hereditários ou Genéticos são pessoas que descendem de quem já tenha origem pagã.
Bruxa de Cozinha: Sua espiritualidade gira em torno do fogo e do lar.
Wicca Saxônica: Fundada em 1973 por Raymond Buckland, que era um Bruxo Gardneriano.
Tradição Teutônica ou Nórdica: Essa tradição é formada por pessoas que falam dialetos europeus como o norueguês e o inglês. Para realizar rituais, se inspiram em deuses originários das religiões onde se falam os dialetos germânicos.
Tradição Asatrú: Facção das tradições teutônica e nórdica. Praticada por aqueles que se inspiram nos rituais e na religiosidade escandinava.
Tradição Algard: Uma americana iniciada nas Tradições Gardneriana e Alexandrina, chamada Mary Nesnick, fundou essa "nova" tradição que reúne ensinamentos de ambas tradições sob uma única insígnia.
Bruxaria tradicional: Todo Bruxo tradicional dará uma definição diferente para este termo. Um Bruxo tradicional é aquele que freqüentemente prefere o título de Bruxo à Wiccano e define os dois como caminhos muito diferentes. Um Bruxo tradicional fundamenta seu trabalho mágico em métodos históricos da tradição, religiosidade e geografia de seu país.
Bruxaria Tradicional Ibérica: Uma bruxaria onde participam pessoas que habitam a região que compreende a penísula ibérica, principalmente Portugal e Espanha. Seus ancestrais adoravam os seus Deuses, com cultos diferenciados entre tribos e regiões; eles amavam e respeitavam os lugares e espíritos da natureza, colhiam e caçavam com bravura e respeito. No passado a Península Ibérica foi palco de influências de vários povos entre eles: os Fenícios, Cartagineses, Suevos, Visigodos, Celtas (daí o rótulo de Celtibero, palavra que representa mistura de povos Celtas e Ibéricos). As divindades nunca se mesclaram facilmente com as dos povos invasores. A adoração e o Ritual dos Deuses tem a ver com a Arte Antiga, hoje chamada por uns de "Tradicionalista" e claro, muito anterior à Wicca que vemos do autor Gardner e outros decorrentes. Além disso, é sabido o quanto Gerald Gardner percorreu por várias vezes a Espanha na busca do culto dos Antigos... e nunca os encontrou realmente, pois os grupos de bruxos conhecidos por Aquellares e Coevas (covens) são fechados e o que se fala para o exterior é cauteloso de acordo com as Leis Wiccanas! O espírito religioso dos romanos baseava-se na importação dos Deuses das varias regiões conquistadas. Podemos citar a Grécia como exemplo disso. Todos os Deuses Gregos foram importados dando origem a Deuses Romanos de poder, influência e semântica similares. Os romanos também querendo absorver "os poderes das tribos" conquistadas, apropriavam-se dos nomes dos Deuses locais e os aplicavam conforme as conveniências em sua cultura, sem contudo nestes Deuses romanos recém criados existir o verdadeiro sentido mágico-religioso. Assim aconteceu com a nossa Deusa Atégina que após a romanização, virou Proserpina, nome deveras conhecido na mitologia romana mas, muito antes de Roma ser criada, os povos locais já conheciam a lenda da Descida da Deusa Atégina aos mundos interiores. Podemos notar também pela história que, cinco séculos antes de Roma, já haviam chegado à europa a cultura dos Gregos e dos Fenícios e, depois, dos Cartagineses que não forçaram os habitantes ibéricos com suas religiões, entretanto foram bastante influentes na passagem de segredos e mistérios aos Sábios tribais dos Santuários primitivos já existentes na Península Ibérica. A Tradição dos ibéricos tem uma ancestralidade reconhecida num vasto Panteão autônomo, quase livre de influências exteriores, e nos variadíssimos vestígios históricos, que cada vez mais surgirão à luz dos homens. Não poderíamos ficar allheios também da importância trazida pelas culturas Fenícia, Cretense e Grega e cuja cultura resplandecente causou assombro e respeito aos povos nativos ibéricos do litoral português com os cultos de Baal Merkart e de Tanith de Cartago cultuada no seu local em Nazaré. O Panteão Ibérico é rico e tribal. Os Deuses que compõem este panteão existem nas antigas regiões da Bética, da Lusitânia e da Calaecia, e entre várias Divindades, cultua-se: Endovélico - o Curador, Atégina - A Deusa Mãe, Trebaruna - A Guerreira e Protetora, Boncôncios - O Guerreiro, Tongoenabiagus - O Fertilizador, Tanira - A deusa das Artes, Nabica - A Ninfa das Florestas, Aernus - O senhor dos ventos do norte, Brigantés - a Deusa guerreira. (Esta divindade é resultante da influência dos povos do norte da Europa nas terras da Ibéria, a qual não têm nada a ver com Briga ou Brigit dos druidas e muito menos a ver com os seus cultos). Os feiticeiros Ibéricos não seguem os atuais calendários usados na Wicca, mas sim os calendários vivos que a própria Tradição os ditou através dos tempos. Nesta Tradição há 3 Celebrações anuais básicas: O nascimento, O Apogeu e o Rito aos Idos aonde visitamos o Rio do Esquecimento, para cultuar seus antepassados. Na Tradição Ibérica o culto é dirigido a uma só Deusa ou a um Deus e cada Divindade é adorada individualmente, salvo algumas exceções, não se aplicando a ritualística de Deusa e seu Consorte, tão difundida pela Wicca e não existe o conceito de deuses infernais, nem duos ou trindades de deuses.
Tradição Galesa de Gwyddonaid: Uma Tradição Galesa Céltica da Wicca, que adora o panteão galês de Deuses e Deusas. Gwyddonaid, foi quem grosseiramente traduziu a ignóbil obra galesa "Árvore da Bruxa (Tree Witch)" e propagou esta forma de trabalhar magicamente.
Bem pessoal espero que vocês sigam o que for melhor para vocês e que os Deuses olhem sempre por nós!
Blessed Be.
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A Lua representa o sagrado feminino. Ela influencia agricultura da Terra, as colheitas e os nossos próprios sentimentos e emoções. Da mesma forma, manifestações femininas como a menstruação, a fertilidade e a gestação também estão relacionadas à Lua. Conhecer as fases da Lua e se guiar por elas é papel de qualquer bruxa, pois desta forma saberemos qual é o melhor momento para agir e realizar um ritual no momento correto.
A Lua Nova é adequada para planejarmos novas ações, ter novas idéias e pensar em como podemos realizá-las. A Lua Crescente é o momento de plantar essas novas idéias; colocar seu plano em ação. Todo e qualquer tipo de início é adequado na Lua Crescente.
É a fase ideal para fazermos crescer certos aspectos de nossa vida, ou para começarmos algo que queiramos ser duradouro. Amor, sucesso, saúde, fama e fortuna estão relacionadas a esta fase da Lua. É hora de enfrentar os obstáculos e fazermos mudanças necessárias em nossas vidas.
A Lua Cheia está intimamente relacionada à face da Deusa como a Mãe. Nesse momento, a Lua atinge seu ponto máximo de poder; seu auge. Da mesma forma, sentimentos e emoções estão transbordando. É especialmente utilizada em função da realização profissional, amorosa, alegria, saúde, sucesso, prosperidade.
A face da Deusa relacionada à Lua Cheia é a Mãe, que foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e se identificasse. existem diversas tradições pagãs no mundo e todas elas possuem muitos aspectos de deusas como Mães, reverenciadas durante milênios por muitos povos que encontraram nelas amor, apoio, proteção, segurança.
A Lua Minguante representa a Deusa como uma sábia Anciã. É um período propício para o recolhimento e aintrospecção. Fase ideal para atuarmos banindo energias, finalizando tarefas, exterminar, enfraquecer, diminuir algo. É uma boa fase para trabalharmos rituais para neutralizar pessoas negativas ou que estejam nos prejudicando, afastar doenças, quebrar feitiços, finalizar relacionamentos, entre outros assuntos.
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terça-feira, 10 de agosto de 2010
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
O rito á Hécate
Para os iniciantes vou ser bem específico e direto. NÃO FAÇAM RITUAIS A HÉCATE. Não digo isso para que abandonem uma Deusa e recorram a outra é que Hécate é uma Deusa de aspecto negativo para quem não tem prática no seu culto, ela geralmente é evocada para maldições, julgamentos e as caracteristicas vingativas de uma Deusa. Os iniciantes nunca estão aptos a proceder um rito a ela sem se alarmar, pois Ela é aquela que inicia da forma mais forte e bruta, mão se engane com ela achando que é uma Deusa de 'bondade eterna e amor incondicional', ela vai mexer na sua vida o quanto Ela achar que é necessário e te mostrar seu aspecto que você mais quer esconder de sí e do mundo. Mas como todo sacrifício tem suas recompensas, ela sempre acaba concertando nossa vida, pois ela nos mostra o que devemos mudar pra melhor em nossos habitos e essa demonstração sempre vem da forma mais bruta possivel, por isso são poucas as pessoas que se arriscam no culto a essa Deusa tão poderosa. Mas lembrem-se que só com trabalho duro e um pouco de sacrificio é que conseguimos o que é melhor na nossa vida, e que embora o caminho seja duro e difícil as vezes temos que nos arriscar (os que estão na Arte a mais tempo).
Bom espero que sigam o meu conselho e Abençoados Sejam!
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Mais uma aula de história
Bom vamos começar hoje para poder falar mais sobre um tipo pouco comum de prática Wicca, a Wicca egipcia. Essa forma de culto tras para sí o panteão egipcio, que conta como principais Deuses Ísis e Osíris.
Essa forma de culto não é muito comum mas tem significado tão forte quanto os cultos aos panteões Europeus.
Primeiro vale lembrar que apesar de muitos fazerem suas honrarias aos Deuses Ísis e Osíris unicamente, temos que nos lembrar que eles não são os únicos dessa dinastia de Deuses. Eles foram adotados pela cultura Wicca por sua historia surpreendente e um apego mais forte por serem o exemplo perfeito de amor entre o Deus e a Deusa.
Sua história pode ser lida aqui.
Fazendo uma análise da lenda de Ísis e Osíris percebemos que é uma linda historia, mas que não deve ficar apenas na ficção. O importante é trazer esses ensinamentos para a nossa vida. A missão de servidão da Deusa e a sua dedicação e amor por Osíris é o que mais deviamos incluir em nossas vidas hoje em dia, em tempos que somos discriminados como pessoas de má indole que adoram a um demônio que só existe na cabeça deles, enfim temos que mostrar que não somos o estereótipo de bruxos verruguentos e malvados que comem criancinhas, temos que externar para que viemos a esse mundo, nosso ciclo de vidas é abençoado quando vivemos em harmonia com as outras pessoas.
Tentemos então tornar o ambiente ao nosso redor mais vivenciável com harmonia e dedicação.
Voltando a história dos Deuses, os egipcios eram um povo pacífico que vivia no meio de um deserto que dava a vida através do Nilo. O próprio Nilo era visto como um Deus, um protetor que sustentava as terras com suas cheias trazendo consigo a fertilização e água necessárias para a manutenção da vida.
Ísis é essa mãe, a Senhora que cuida de perto e está entre os seu servos, nunca os abandona ou se distancia em um céu ficticio e distante. Nossa Deusa sempre está conosco, ao nosso lado, e principalmente dentro de nós! Temos que lembrar que o principal é que Eles estão dentro de nós, e se soubermos escutar nossos instintos são Eles que falam conosco nos aconselhando para uma vida melhor.
Bom espero que tenham entendido a mensagem.
Merry Meet and Merry Part, and Merry Meet Again!!
Essa forma de culto não é muito comum mas tem significado tão forte quanto os cultos aos panteões Europeus.
Primeiro vale lembrar que apesar de muitos fazerem suas honrarias aos Deuses Ísis e Osíris unicamente, temos que nos lembrar que eles não são os únicos dessa dinastia de Deuses. Eles foram adotados pela cultura Wicca por sua historia surpreendente e um apego mais forte por serem o exemplo perfeito de amor entre o Deus e a Deusa.
Sua história pode ser lida aqui.
Fazendo uma análise da lenda de Ísis e Osíris percebemos que é uma linda historia, mas que não deve ficar apenas na ficção. O importante é trazer esses ensinamentos para a nossa vida. A missão de servidão da Deusa e a sua dedicação e amor por Osíris é o que mais deviamos incluir em nossas vidas hoje em dia, em tempos que somos discriminados como pessoas de má indole que adoram a um demônio que só existe na cabeça deles, enfim temos que mostrar que não somos o estereótipo de bruxos verruguentos e malvados que comem criancinhas, temos que externar para que viemos a esse mundo, nosso ciclo de vidas é abençoado quando vivemos em harmonia com as outras pessoas.
Tentemos então tornar o ambiente ao nosso redor mais vivenciável com harmonia e dedicação.
Voltando a história dos Deuses, os egipcios eram um povo pacífico que vivia no meio de um deserto que dava a vida através do Nilo. O próprio Nilo era visto como um Deus, um protetor que sustentava as terras com suas cheias trazendo consigo a fertilização e água necessárias para a manutenção da vida.
Ísis é essa mãe, a Senhora que cuida de perto e está entre os seu servos, nunca os abandona ou se distancia em um céu ficticio e distante. Nossa Deusa sempre está conosco, ao nosso lado, e principalmente dentro de nós! Temos que lembrar que o principal é que Eles estão dentro de nós, e se soubermos escutar nossos instintos são Eles que falam conosco nos aconselhando para uma vida melhor.
Bom espero que tenham entendido a mensagem.
Merry Meet and Merry Part, and Merry Meet Again!!
sábado, 10 de outubro de 2009
O Livro das Sombras (Book of Shadows)
Para a maioria dos iniciantes uma grande dificuldade é confeccionar e manter seu Book of Shadows atualizado e de forma organizada. Muitos preferem fazer esboços nos seus primeiros anos e depois editar o livro de forma organizada, mas com o advento da nova era a maioria dos novos bruxos prefere uma coisa mais atual comu um livro em pen drive, o que poupa boa parte do trabalho de edições e reedições. Mas devem tomar cuidado, a regra antiga de só ter seus feitiços e rituais no livro não era em vão, nem só para proteção contra os detratores que queriam nos mandar á fogueira. Mas isso são águas passadas e daquele tempo só devemos guardar a lembrança e o ensinamento de que foi por nos escondermos que fomos vítimas de tamanha atrocidade, hoje em dia inexistem as leis que nos prendiam, mas mesmo assim a grande população ainda guarda preconceitos advindos desse tempo em que nós eramos vistos como imagens do demônio. Voltando ao Livro das Sombras, a questão dele ser feito no seu PC é simples, se você copiar feitiços de outro bruxo ou algum site sempre coloque no seu livro a fonte de onde o tirou. Você também pode modificar esses feitiços mas lembre, nunca modifique a estrutura principal do feitiço pois isso pode fazer ele ser de efeito impróprio, outro ponto importante é lembrar quando for inventar seus próprios feitiços que você tem que se concentar no seu objetivo principal e também pesquisar a fundo todas as coisas que vc vai usar no rito e o dia ideal para faze-lo. E o mais importante de tudo, faça como fizer, onde fizer lembre-se que seu livro é parte de você e deve ser guardado com muito carinho e cuidado, longe dos olhos de não Wiccanos para que não venha a cair informação nas mãos de quem não deve, esse preceito é antigo mas muito valido. Você deve usar seu Book para escrever seus feitiços, poções, experiencias, meditações e tudo que você achar interessante!
Esclarecimentos
Muito se fala em “magia branca” ou “magia negra”, mas devemos começar avisando que estas são denominações utilizadas por aqueles que são totalmente leigos no assunto. A Magia é uma só, não tendo cor alguma, não sendo “boa” ou “má”. O que importa é o uso que se faz dela.
Por exemplo: uma faca pode ser utilizada para cortar um pão e servir de alimento, assim como pode ser utilizada para ferir alguém. Em ambos os casos, a culpa foi da faca? Não, ela serviu apenas como instrumento para que determinada ação fosse realizada.
Assim é com a Magia. Uma bruxa deve saber trabalhá-la em sua totalidade. Para saber abençoar, você deve saber amaldiçoar, e vice-versa. Ou seja: para fazer o bem, você deve saber fazer o mal e por aí vai. Isso não significa que você deva causar mal a alguém, de maneira alguma, mas aprender que não existem tais dualidades; não existe o “bem” e o “mal”. Não dá para praticar “magia do bem”, assim como não dá para praticar “magia do mal”. Se ouvir alguém dizer a você que é uma “bruxa do bem” ou “do mal”, fuja correndo! Com certeza trata-se de mais um charlatão desses que vemos por aí aos montes!
A primeira coisa que aprendemos quando estamos lidando com Magia no Paganismo é o reflexo da Natureza. A Natureza não é boa nem má, ela apenas é. O mar que sustenta peixes é o mesmo mar que mata as pessoas afogadas, causa maremotos ou afunda embarcações. Isso quer dizer que o mar “é mau”? Claro que não. As coisas simplesmente são. Da mesma forma, não existem pessoas cem por cento boas nem pessoas cem por cento más. E é assim que a eterna rivalidade de bem X mal cai por Terra. Tudo é muito complexo para caber em apenas duas classificações tão simples. Para quem deseja trabalhar com a Magia, é fundamental conhecer determinados conceitos relacionados à nossa Arte.
Há um tempo vi em uma livraria um livro chamado “Wicca, a Arte da Magia Verde”, ou algo assim, e fiquei me perguntando o que pode se passar na cabeça de uma pessoa para colocar este título em um livro. Porque, na verdade, qualquer pessoa que esteja de comprometimento sério com a Bruxaria sabe que não tem absolutamente nenhum sentido dar cores às nossas práticas.
Imagino que a intenção da autora seja dizer que “magia verde” seja a magia da Natureza, mas não tem nenhum sentido. Também já ouvi termos como “magia vermelha” para definir “magia de amor”, e isso não existe. Não existe “magia de amor”, mas magia utilizada com objetivos amorosos, no máximo.
Dessa forma, não existe magia branca, magia negra, magia vermelha, verde ou qualquer especificação que seja. A Magia é uma só, sempre foi e sempre será, assim como eu sou, você é, a Natureza é. Usar um termo como “magia negra” para denominar algo que se considera ruim é, além de tudo, racismo dos brabos! Vamos parar de perpetuar essa crença preconceituosa e sem sentido.
(Extraido do site: A Wicca)
Como contar à sua família que você é um(a) bruxo(a)
Um dos momentos mais difíceis na vida de qualquer pagão adolescente é contar aos pais sobre a sua opção religiosa. A não ser que você tenha o privilégio de nascer em uma família pagã, os problemas uma hora ou outra começam a aparecer.
Este texto tem como função dar dicas para quem tem dificuldades em lidar com essa situação. Ouço muitas pessoas dizerem “minha mãe é evangélica e jamais me aceitaria como bruxa” ou então “minha mãe jogou fora todos os meus livros de bruxaria”, e assim por diante. Já passou por isso ou tem medo de passar? Continue lendo!
O fato é que este texto pode parecer inútil para muitos sacerdotes ou sacerdotisas veteranos na Arte. É verdade: temos muitos problemas com adolescentes que literalmente brincam com a Bruxaria e acham que é a religião deles para sempre. O mais triste é que a maioria nem sabe que a Wicca, por exemplo, é uma religião. Se bem que isso tem mudado um pouco ultimamente, com a exposição maior.
É claro que entre os adolescentes há aqueles que realmente estão interessados em um aperfeiçoamento interior, mas convenhamos: a maioria não está. Então, pense bem antes de sair por aí se dizendo bruxa ou bruxo! Não precisa sair alarmando. Se o fizer, sua credibilidade tem grandes chances de ir por água abaixo rapidamente.
Alguns conselhos básicos
Se você tem entre 11 e 17 anos, espere pelo menos três anos para contar a alguém que você se decidiu pelo Paganismo. Não, eu não estou brincando. Você pode achar que a Wicca é a coisa mais perfeita que você já encontrou e que não há dúvidas de esta ser a sua religião. No entanto, você pode pensar diferente amanhã. Isso não é uma estimativa, é uma possibilidade real. Você não sabe o que estará pensando daqui a três anos e sua cabeça pode mudar completamente. Assim, se a sua vontade de ser bruxa for realmente muito grande, e não uma empolgação passageira, você não terá problemas em esperar. Enquanto isso, você pode acessar sites sobre o assunto, entrar em listas de discussão e chats. Se seus pais são mais liberais, você poderá até mesmo comprar livros e deixá-los no seu quarto numa boa.
Comprando livros
É claro que o estudo e a leitura de livros importantes é essencial, mas não vou ignorar a realidade da maioria dos jovens. Quem tem entre 11 e 17 anos geralmente não trabalha e o dinheiro que tem é da mesada. Se você quiser gastar sua mesada em livros, voilá! Isso pode lhe dar uma boa indicação do quanto a Bruxaria é importante ou não para você. Mas tome cuidado. Muitos pais são intolerantes, todos sabemos disso. Não é por mal: eles querem o nosso bem. Mas, como muitas pessoas, temem o desconhecido. Se você achar que, explicando sobre a religião, eles entenderão, então o faça. Porém, se você achar que não deve, pra que se complicar? Dê tempo ao tempo: se você mostrar, aos poucos, que a Wicca é uma religião como qualquer outra, você não terá problemas.
Uma palavra sobre “contar aos pais”
Gostaria de deixar bem claro aqui que não estou fazendo apologia à mentira de forma alguma. O ideal, obviamente, é ter uma boa conversa com seus pais sobre a Wicca ou a Bruxaria, sendo sincero com relação à sua opção religiosa. Não discuta. Não brigue. Sei como é quando alguém vem criticando a Bruxaria, fruto daquela visão deturpada que a maioria das pessoas têm por não conhecer mesmo. Tente se controlar. Quanto mais você se alterar, mais aparente ficará para os seus pais que a sua religião não é séria. Veja a seguir um modelo de carta que você pode imprimir e mostrar para os seus pais (texto retirado do site da Abrawicca).
“Carta aos pais,
Sei que vocês devem estar assustados com essa tal Wicca, e desejam o melhor para seus filhos, aliás como todos nós que somos pais e mães. É compreensível que vocês desejem que seus filhos sigam a mesma orientação religiosa que vocês, porque todos desejamos que os filhos sejam nosso espelho. Mas nossos filhos não são nossos, não nos pertencem: vocês terão que aceitar a escolha pagã de seus filhos, como eu mesma, Sacerdotisa pagã, terei que aceitar se minha filha resolver se tornar cristã… Saibam que enquanto seus filhos estiverem seguindo os princípios da wicca, não realizarão nada de “mau” por seus padrões, porque nossa noção de responsabilidade pessoal e conduta é muitas vezes mais exigente que a de vocês mesmos e sua religião.
Aos pais não pagãos de jovens pagãos eu desejo a tranqüilidade de poderem verificar em seu filho as mudanças provocadas pela Wicca (obviamente se eles estiverem seguindo preceitos de wiccanianos sérios). Sei que o comportamento de seus filhos melhorará sensivelmente, se eles forem dedicados wiccanianos, da média do comportamento de outros jovens não pagãos. Se eles estiverem praticando nossos preceitos, estarão exercitando o auto-conhecimento, a auto-transformação para alcançar o equilíbrio, estarão tratando as pessoas com mais compaixão e serão muito mais equilibrados e serenos do que a média dos outros jovens da mesma idade. Vejam, dêem tempo ao tempo: a Wicca não fará mal algum a seus filhos, se essa é a escolha sincera de seus corações.”
Como agir diante do preconceito dos pais
Coloco aqui outro trecho retirado do site da Abrawicca:
“Compreendam que até a maioridade seus pais são responsáveis por vocês e têm até mesmo do direito de tirar-lhes os livros de Wicca e os objetos rituais. Não vejam isso com ódio, vejam como uma prova a passar em sua busca do Caminho dos Antigos, porque é isso realmente o que é. Se vocês estão passando por isso, mas ouviram o chamado da Deusa, ela cantará tão alto em seus corações que nenhuma violência, nem nenhuma privação ou castigo a fará calar. Por isso, mesmo que tempos difíceis se apresentem tenham certeza de uma coisa: um dia, seus pais compreenderão vocês e mudarão de atitude. Basta que a vontade de vocês seja sincera, seja real. E se for, nada tirará vocês do Caminho.”
É um conselho bastante inspirador, mas difícil de seguir. É difícil ter paciência quando sofremos algo injusto. Porém, é a única solução. Travar uma verdadeira guerra com seus familiares foge aos preceitos pagãos e não vai lhe fazer nada bem. Pelo contrário, pode piorar ainda mais a sua situação. Segue o resto do texto:
“Compreendam que os atos de seus pais não são - mesmo que vocês os percebam assim, - uma agressão a vocês. São atos de amor: eles querem o melhor para vocês e , talvez, precisem de algum tempo até perceberem que o que eles chamam de melhor talvez seja diferente para vocês. Mas um dia, com o amor que eles têm por vocês, eles não ficarão cegos às suas escolhas.
Lembre-se: você é o maior responsável pelo que seus pais saberão do caminho pagão. Saiba responder as questões deles, faça com que eles se informem, se possível. Seu comportamento é um cartão de visitas de sua religião: seja um wiccaniano de verdade, lute pelo seu aperfeiçoamento todos os dias, compreenda as outras pessoas, não seja preconceituoso , não agrida sem motivo, NUNCA faça de sua religião uma arma contra ninguém.
Não deixe que a Wicca seja um argumento que disfarce outros tipos de problemas, como a disputa entre irmãos ou a briga entre pais separados, onde esse pode ser um argumento de que “o outro” está criando o filho errado. Se você estiver em uma situação dessas, nunca deixe a wicca ser argumento para começar brigas e disputas.
Ame os Deuses e celebre os ciclos da Lua e a Roda do Ano como você puder. Ninguém é dono de seus pensamentos, nem de sua alma. Você é livre!”
(Fonte: Bruxaria.net)
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Fases da Lua
Lua Nova e Crescente
A Lua Nova e Crescente são tempos de início, semeadura e despertar. A Lua emerge, saindo da escuridão, e nasce novamente. A maré muda; tudo é transformado. Não por acaso o nome da Lua é Nova, e em seguida Crescente.A Lua Nova é adequada para planejarmos novas ações, ter novas idéias e pensar em como podemos realizá-las. A Lua Crescente é o momento de plantar essas novas idéias; colocar seu plano em ação. Todo e qualquer tipo de início é adequado na Lua Crescente.
É a fase ideal para fazermos crescer certos aspectos de nossa vida, ou para começarmos algo que queiramos ser duradouro. Amor, sucesso, saúde, fama e fortuna estão relacionadas a esta fase da Lua. É hora de enfrentar os obstáculos e fazermos mudanças necessárias em nossas vidas.
Lua Cheia
A Lua Cheia está ligada à imagem maternal da Deusa, à mulher em toda a sua plenitude, ao potencial pleno da força vital. Ela corresponde ao crescimento e amadurecimento de todas as coisas, ao ponto culminante de todos os ciclos, à semente germinada e à plenitude do caldeirão.A Lua Cheia está intimamente relacionada à face da Deusa como a Mãe. Nesse momento, a Lua atinge seu ponto máximo de poder; seu auge. Da mesma forma, sentimentos e emoções estão transbordando. É especialmente utilizada em função da realização profissional, amorosa, alegria, saúde, sucesso, prosperidade.
A face da Deusa relacionada à Lua Cheia é a Mãe, que foi o mais acessível para que a humanidade o reconhecesse, invocasse e se identificasse. existem diversas tradições pagãs no mundo e todas elas possuem muitos aspectos de deusas como Mães, reverenciadas durante milênios por muitos povos que encontraram nelas amor, apoio, proteção, segurança.
Lua Minguante
A Lua Minguante representa o declínio, a morte que antecede nova vida. A Lua está ficando cada vez mais escura, até ficar totalmente e então renascer novamente. É tempo de silêncio e quietude; de avaliarmos tudo o que fizemos e pensar no que poderíamos ter feito diferente.A Lua Minguante representa a Deusa como uma sábia Anciã. É um período propício para o recolhimento e aintrospecção. Fase ideal para atuarmos banindo energias, finalizando tarefas, exterminar, enfraquecer, diminuir algo. É uma boa fase para trabalharmos rituais para neutralizar pessoas negativas ou que estejam nos prejudicando, afastar doenças, quebrar feitiços, finalizar relacionamentos, entre outros assuntos.
Lua Nova / Lua Negra
A Lua Nova é justamente isso: o novo. No entanto, três dias antes do primeiro dia de Lua Nova vem o que chamamos de Lua Negra, o período em que simplesmente não há nenhuma Lua no céu; não dá para ver nada dela. É um momento que requer cautela, pois da mesma forma que a Lua está na sombra, nós também podemos ficar. Essa fase é especificamente boa para o trabalho com os nossos defeitos e a contemplação interior.quinta-feira, 8 de outubro de 2009
O NOME MÁGICO
Com certeza você já deve ter se perguntado do porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos.
Fazemos isso, não por um simples capricho. Há um porque disso.
O nome ou simplesmente o "mote" trazem consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.
Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer.
Agora, se não quiser Ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo.
Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. Mais adiante listarei algumas sugestões de nomes com seus respectivos significados.
E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.
É importante Ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de Ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará "anotado" para sempre.
Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus.
Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça...as palavras trazem consigo PODER...o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.
Depois de Ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os 4 ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.
Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.
O PODER DO NOME
Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância, adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge.
Quando decidimos nos tornar pagãos...mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.
Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.
Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos.
Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.
Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.
Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante.
Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.
PROCURANDO POR UM NOME
Você pode procurar por seu nome ideal através da projeção astral, da meditação e outros métodos.
Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc.
Pense: "Eu estou procurando o nome que completa, que me renova. Quero o nome que me dê sabedoria, paz...aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).
Em estado meditativo, visualize a importância de Ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussuradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.
Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos.Vejam esse link para o ritual e sugestões de nomes: http://aarteparainiciantes.blogspot.com/2009/10/ritual-para-apresentar-seu-nome-monte.html
Com certeza você já deve ter se perguntado do porque os pagãos se dão nomes e, também, dão nomes para seus instrumentos.
Fazemos isso, não por um simples capricho. Há um porque disso.
O nome ou simplesmente o "mote" trazem consigo uma vibração que ajuda o Pagão a se conectar com as energias daquele nome.
Por exemplo, se antes de se adotar um nome, fizer o estudo numerológico dele, você poderá pesquisar e adotar o nome que carrega a força de determinado número que necessita ou quer.
Agora, se não quiser Ter muito trabalho com cálculos, você pode adotar um nome de uma Deidade a qual você admira. Desta forma, você poderá receber algumas das características da Deidade. Escolhida, atente-se para o fato, de que, se o método da numerologia você teria o trabalho de fazer cálculos, neste último você terá que pesquisar a fundo tal Deidade para evitar excesso ou possível falta de algo.
Ou ainda, adotar um simples nome que indica diretamente a característica que quer. Mais adiante listarei algumas sugestões de nomes com seus respectivos significados.
E por último, poderá criar um nome sem se ater com os aspectos numerológicos, característicos de determinada Deidade. Neste caso, você poderá fazer, através de suas próprias atitudes com que ele se torne um nome de poder.
É importante Ter em mente que além do nome escolhido trazer as características que você deseja, você e ele devem estar em harmonização perfeita. Não se batize perante os Deuses com um nome pelo simples fato de Ter sido usado por um grande Deus. Sinta se ele realmente combina com você. Este nome ficará "anotado" para sempre.
Outra coisa importante, o nome é um caminho para você ficar mais íntimo com a Deusa e com o Deus.
Sem dúvida, escolher o próprio nome mágico é uma tarefa difícil, porém excitante. E nunca se esqueça...as palavras trazem consigo PODER...o nome é uma palavra e portanto, você carregará este poder para sempre.
Depois de Ter encontrado seu nome mágico, você deve fazer um ritual (preferencialmente escrito por você) para se apresentar perante os Deuses (Deusa e Deus). Neste ritual, você deverá queimar um bom incenso, velas claras e uma música suave ou até mesmo dançante. Celebre este ritual criado por você como se fosse uma festa, o que o é, visto que você está nascendo dentro da casa da Deusa e do Deus. A partir do momento em que você gritar para Eles e para os 4 ventos o seu nome, você nasce para uma nova vida.
Após se apresentar para a Deusa e para o Deus, dê graças a Eles e peça que eles te reconheçam pelo nome dado. Após o pedido, pare em silêncio e faça uma viagem interior. Deixe sua imaginação levar o ritual. Se quiser lhe dê um presente. Terminado seu ritual, se desejar, faça uma reunião com seus amigos para comemorar seu nascimento.
O PODER DO NOME
Quando nascemos é nos dado um nome. Durante nossa infância, adolescência muitas vezes somos apelidados por nossos amigos. Quando começamos a namorar ou quando casamos somos apelidados por nosso cônjuge e ainda, quando casamos muitas vezes mudamos de nome colocando ou tirando nossos sobrenomes, aí quando há um divorcio no meio do caminho, mudamos tudo novamente, voltando a acrescentar ou retirando o nome de nosso cônjuge.
Quando decidimos nos tornar pagãos...mais um nome. E se não bastasse este monte de nomes que recebemos, trocamos, tiramos ou colocamos, passamos a nomear nossos instrumentos, nosso covens e por aí vai.
Algumas pessoas explicam que estes montes de nomes não são por acaso. Indicam nossa evolução durante nossa vida. Outros ainda afirmam que os nomes representam nosso desenvolvimento durante o tempo de nosso aprendizado nesta vida.
Se são verdadeiras tais afirmações, não sei, porém uma coisa é certa, se nosso nome é exaustivamente pensado para ser escolhido, torna-se uma ferramenta importante para acelerar nossa evolução espiritual e a compreensão de nós mesmos.
Quando fixamos nossos pés no caminho espiritual, a partir desse momento começamos a mudar. Trilhar por este novo caminho envolve uma série enorme e transformações físicas, psíquicas e espirituais. E o nosso nome influi neste processo. É o nosso nome que, também, serve de ferramenta mágica para nos fazer viajar em nossos caminhos individuais.
Um simples nome pode ser símbolo de pura inspiração ou pode ser a causa de nossas vitórias ou fracassos. Este mesmo nome simples, pode nos associar com poderes elementares e nos presentear com muita energia em nossas vidas, mas também pode servir de chave para uma completa desolação.
Eles podem enfatizar onde nós vamos, o que somos e o que esperamos ser. Pode fazer nos sentir fracos, poderosos, sábios, inocentes ou arrogante.
Não existem limites ao que um simples nome pode trazer a nossa vida.
PROCURANDO POR UM NOME
Você pode procurar por seu nome ideal através da projeção astral, da meditação e outros métodos.
Para facilitar esse processo, o indicado é que se tranque a sete chaves em um aposento ou local tranqüilo e tenha a certeza que não será incomodado, seja por telefone, visitas inesperadas, etc.
Pense: "Eu estou procurando o nome que completa, que me renova. Quero o nome que me dê sabedoria, paz...aquele que me eleve perante os Deuses. Aquele que traga a transformação que necessito (ou crie sua própria frase).
Em estado meditativo, visualize a importância de Ter um nome que se enquadra dentro do que você procura. Fique aberto para ser levado para qualquer ponto do passado, para rituais, para ser surpreendido por qualquer fato. Preste atenção para escutar coisas que podem ser sussuradas para você. Não desanime se não conseguir seu nome nesta primeira tentativa. Tudo tem seu tempo certo para acontecer.
Na mesma noite em que saiu a procura de seu nome seguindo as dicas acima, preste atenção em seus sonhos.Vejam esse link para o ritual e sugestões de nomes: http://aarteparainiciantes.blogspot.com/2009/10/ritual-para-apresentar-seu-nome-monte.html
A DIFERENÇA DA WICCA FRENTE Á OUTRAS RELIGIÕES!
Para começar a nossa diferença, (como vimos antes) já começa na concepção da palavra "Religião".
A Wicca é uma religião Politeísta e Panteísta isto é: acredita em vário deuses e deusas que são juntamente com o homem parte da natureza e não seres supremos a parte de tudo.
Na Wicca não existem dogmas e sim éticas. Não prejudicar ninguém, por exemplo não é um dogma, quem quiser fazê-lo é inteiramente livre desde que assuma a responsabilidade e o retorno da Lei Tripla. Mas agir dessa forma é condenado pela ética sendo aconselhado a todos agir apenas para o Bem de Todos.
Não faz parte da tradição da Wicca converter pessoas de outras fés para ela. Cada ser humano é livre para acreditar em qual Deus quiser e da forma que quiser. Não há a tradição da "pregação".
Não existe para os Wiccans um "Deus Verdadeiro" supremo, perfeito e cultuadamente maior. Nem mesmo a Grande Mãe é uma deidade Maior e absoluta, dividindo com o Deus, em partes iguais, a responsabilidade e a adoração. "Todos os Deuses são o mesmo Deus, e todas as Deusas são a mesma Deusa". Partindo desse princípio toda religião é válida.
A Wicca não é uma religião Patriarcal, nem Matriarcal como muitos imaginam. É uma religião Matrifocal o que quer dizer que a Grande Mãe é o ponto de referência central e inicial para a adoração ".
Um Wicca entende que homem e mulher são iguais e que a perfeição só existe quando o Deus e a Deusa estão juntos, completando-se mutuamente. O matrifoquismo é herdado da cosmogonia Wicca onde a Deusa surgiu primeiro, como útero do mundo, e gerou o Deus, seu filho e amante, num ciclo sem fim de criação, entropia e recriação.
Um Wiccan respeita toda forma de religião e se esforça por não criticar nenhum tipo de crença, ideologia e filosofia sabendo que todo homem é livre para crer, adorar e pregar o que quiser, desde que respeite a crença alheia também.
Os Wiccans não acreditam em juízos finais, messias, Céu e Inferno. Acreditam na corrente cíclica da vida, em vidas seguidas e em retorno contínuo. A reencarnação para os Wicca não é um meio de se cumprir o carma, de se pagar pecados, expiar dívidas ou algo do gênero. Cada vida deve ser vivida com amor, alegria, prazer e bom humor porque é um presente dos Deuses e não um castigo a ser cumprido.
Os Wiccans acreditam em Feliz Encontro, Feliz Partida e Feliz Reencontro (Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again) como expressão do encontro com a vida e com todos os bruxos. Uma vez Bruxo sempre Bruxo. A identidade do Bruxo transcende as encarnações e o tempo e é mantida sempre, mesmo que não manifeste plenamente nesta ou naquela vida...
LEI TRÍPLICE
É comum os wiccans dizerem frases, do tipo: “faça o que quiseres, se for para o bem” e outras frases, que ouvidas ou lidas por pessoas leigas em Wicca, podem ser mal interpretadas e podem levar estes leigos a pensar que nossa religião não tem qualquer tipo de controle, pois “Tudo é Permitido!”, o que sabemos que não é verdade!
A verdade é que temos a Lei Tríplice, a única Lei Wiccan, que na verdade é a mais completa, das 200.000 que poderiam existir.
Esta Lei se baseia no princípio de que tudo que fizermos retornará para nós (aquele que pratica o ato) 3 vezes maior do que fizemos inicialmente.
Veja, se desejarmos, por exemplo, que uma determinada pessoa caia e quebre o nariz, pode ter certeza que mesmo demorando este desejo inicial retornará 3 vezes maior fazendo com que você (que desejou) caia, quebre o nariz, os braços e a cabeça!
É claro que isto é apenas um exemplo, mas acho que serve para você entender o significado da Lei Tríplice.
Devemos tomar muito cuidado com tudo o que fazemos na Wicca, pois o que pensamos estar certo pode voltar como uma bomba sobre nós.
Muitas vezes você pode interferir, sem saber, na vida de uma pessoa ou no curso natural das coisas ao seu redor. Esta interferência pode ser ruim para o caminhar natural das coisas ou pessoas.
Já parou para pensar que as pessoas têm seu livre arbítrio para fazer ou deixar de fazer o que bem entender?
Antes de ajudar uma pessoa que se encontra enferma numa maca de hospital, você precisa ter o consentimento dela, pois a SUA vontade de que ela melhore e saia do hospital pode ser contrária à da pessoa que quer mais é morrer, porque não vê mais sentido em nada!
O mesmo se aplica àquelas pessoas que por amor ou loucura, não sei, quer “amarrar”, ou seja, obrigar uma pessoa, que nem sabe que ela existe, ficar de “4”, perdidamente apaixonado e cego de amores...Acha isto certo? Acho que não, né? Pior ainda quando estas pessoas loucas de amor decidem fazer feitiços usando as energias e procedimentos mirabolantes para conseguir o que quer! E Conseguem!!!!!! Não é novidade nenhuma escutar casos de casamentos desfeitos e tragédias homéricas por causa destas ações. Com certeza, o troco chegará, cedo ou tarde, mas, chegará!
Para estas pessoas, um recadinho: CUIDADO!!!
Claudiney Pietro, em seu livro “Wicca – Ritos e Mistérios da bruxaria moderna”, diz o seguinte:
“Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um ato negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universo nos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3.”
Ponha uma coisa em sua cabeça: NO UNIVERSO HÁ A FAMOSA LEI DO REFLEXO, OU SEJA, TUDO QUE VOCÊ FAZ, VOLTA PARA VOCÊ MESMO E MUITO MAIS FORTE! Ponto final e não discutamos mais sobre esta questão.
Claudiney, prossegue afirmando que os feitiços são parte integrante do núcleo operacional da Wicca. Este feitiço é colocado pelo autor como sendo “um conjunto de técnicas e conhecimentos específicos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental ao Universo”...”Um feitiço age DIRETAMENTE com a natureza”... “Tudo na natureza é vivo e possui energias específicas acumuladas”...”quando canalizadas corretamente, passam à agir em benefício daqueles que sabem utilizá-las”.
Você precisar ser consciencioso quando usar suas energias em seus ritos. Tenha em mente que apesar de muitas vezes esquecermos deste detalhe, NÃO SOMOS SENHORES DA MAGIA, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES!
Scott Cunningham em seu livro Guia Essencial da Bruxa Solitária dá algumas dicas de como você utilizar bem seu poder evitando assim, ser punido por seu mal uso. Vamos a elas:
1. O Poder não deve ser usado para gerar danos, males ou para controlar os outros. (Se surgir necessidade para tais atos, o Poder deverá ser usado APENAS para proteger sua vida ou de outros);
2. O Poder só deve ser utilizado conforme as necessidades;
3. O Poder pode ser utilizado em seu benefício, desde que ao agir não prejudique ninguém;
4. Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que o recebe. Não seja como os de outras religiões;
5. Não utilize o Poder por motivo de orgulho, pois isto desvaloriza os mistérios da Wicca e da magia;
6. Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve JAMAIS ser mal usado ou abusado;
A Wicca é uma religião Politeísta e Panteísta isto é: acredita em vário deuses e deusas que são juntamente com o homem parte da natureza e não seres supremos a parte de tudo.
Na Wicca não existem dogmas e sim éticas. Não prejudicar ninguém, por exemplo não é um dogma, quem quiser fazê-lo é inteiramente livre desde que assuma a responsabilidade e o retorno da Lei Tripla. Mas agir dessa forma é condenado pela ética sendo aconselhado a todos agir apenas para o Bem de Todos.
Não faz parte da tradição da Wicca converter pessoas de outras fés para ela. Cada ser humano é livre para acreditar em qual Deus quiser e da forma que quiser. Não há a tradição da "pregação".
Não existe para os Wiccans um "Deus Verdadeiro" supremo, perfeito e cultuadamente maior. Nem mesmo a Grande Mãe é uma deidade Maior e absoluta, dividindo com o Deus, em partes iguais, a responsabilidade e a adoração. "Todos os Deuses são o mesmo Deus, e todas as Deusas são a mesma Deusa". Partindo desse princípio toda religião é válida.
A Wicca não é uma religião Patriarcal, nem Matriarcal como muitos imaginam. É uma religião Matrifocal o que quer dizer que a Grande Mãe é o ponto de referência central e inicial para a adoração ".
Um Wicca entende que homem e mulher são iguais e que a perfeição só existe quando o Deus e a Deusa estão juntos, completando-se mutuamente. O matrifoquismo é herdado da cosmogonia Wicca onde a Deusa surgiu primeiro, como útero do mundo, e gerou o Deus, seu filho e amante, num ciclo sem fim de criação, entropia e recriação.
Um Wiccan respeita toda forma de religião e se esforça por não criticar nenhum tipo de crença, ideologia e filosofia sabendo que todo homem é livre para crer, adorar e pregar o que quiser, desde que respeite a crença alheia também.
Os Wiccans não acreditam em juízos finais, messias, Céu e Inferno. Acreditam na corrente cíclica da vida, em vidas seguidas e em retorno contínuo. A reencarnação para os Wicca não é um meio de se cumprir o carma, de se pagar pecados, expiar dívidas ou algo do gênero. Cada vida deve ser vivida com amor, alegria, prazer e bom humor porque é um presente dos Deuses e não um castigo a ser cumprido.
Os Wiccans acreditam em Feliz Encontro, Feliz Partida e Feliz Reencontro (Merry Meet, Merry Part, Merry Meet Again) como expressão do encontro com a vida e com todos os bruxos. Uma vez Bruxo sempre Bruxo. A identidade do Bruxo transcende as encarnações e o tempo e é mantida sempre, mesmo que não manifeste plenamente nesta ou naquela vida...
LEI TRÍPLICE
É comum os wiccans dizerem frases, do tipo: “faça o que quiseres, se for para o bem” e outras frases, que ouvidas ou lidas por pessoas leigas em Wicca, podem ser mal interpretadas e podem levar estes leigos a pensar que nossa religião não tem qualquer tipo de controle, pois “Tudo é Permitido!”, o que sabemos que não é verdade!
A verdade é que temos a Lei Tríplice, a única Lei Wiccan, que na verdade é a mais completa, das 200.000 que poderiam existir.
Esta Lei se baseia no princípio de que tudo que fizermos retornará para nós (aquele que pratica o ato) 3 vezes maior do que fizemos inicialmente.
Veja, se desejarmos, por exemplo, que uma determinada pessoa caia e quebre o nariz, pode ter certeza que mesmo demorando este desejo inicial retornará 3 vezes maior fazendo com que você (que desejou) caia, quebre o nariz, os braços e a cabeça!
É claro que isto é apenas um exemplo, mas acho que serve para você entender o significado da Lei Tríplice.
Devemos tomar muito cuidado com tudo o que fazemos na Wicca, pois o que pensamos estar certo pode voltar como uma bomba sobre nós.
Muitas vezes você pode interferir, sem saber, na vida de uma pessoa ou no curso natural das coisas ao seu redor. Esta interferência pode ser ruim para o caminhar natural das coisas ou pessoas.
Já parou para pensar que as pessoas têm seu livre arbítrio para fazer ou deixar de fazer o que bem entender?
Antes de ajudar uma pessoa que se encontra enferma numa maca de hospital, você precisa ter o consentimento dela, pois a SUA vontade de que ela melhore e saia do hospital pode ser contrária à da pessoa que quer mais é morrer, porque não vê mais sentido em nada!
O mesmo se aplica àquelas pessoas que por amor ou loucura, não sei, quer “amarrar”, ou seja, obrigar uma pessoa, que nem sabe que ela existe, ficar de “4”, perdidamente apaixonado e cego de amores...Acha isto certo? Acho que não, né? Pior ainda quando estas pessoas loucas de amor decidem fazer feitiços usando as energias e procedimentos mirabolantes para conseguir o que quer! E Conseguem!!!!!! Não é novidade nenhuma escutar casos de casamentos desfeitos e tragédias homéricas por causa destas ações. Com certeza, o troco chegará, cedo ou tarde, mas, chegará!
Para estas pessoas, um recadinho: CUIDADO!!!
Claudiney Pietro, em seu livro “Wicca – Ritos e Mistérios da bruxaria moderna”, diz o seguinte:
“Quando interferimos no livre arbítrio de uma pessoa estamos efetuando um ato negativo contra a pessoa e contra nós mesmos. Quando um Bruxo faz isso, está trabalhando com a Baixa Magia, e ele pagará caro, pois o Universo nos retribui tudo o que emitimos aos outros numa escala de 3.”
Ponha uma coisa em sua cabeça: NO UNIVERSO HÁ A FAMOSA LEI DO REFLEXO, OU SEJA, TUDO QUE VOCÊ FAZ, VOLTA PARA VOCÊ MESMO E MUITO MAIS FORTE! Ponto final e não discutamos mais sobre esta questão.
Claudiney, prossegue afirmando que os feitiços são parte integrante do núcleo operacional da Wicca. Este feitiço é colocado pelo autor como sendo “um conjunto de técnicas e conhecimentos específicos que quando colocados em prática, enviam uma projeção mental ao Universo”...”Um feitiço age DIRETAMENTE com a natureza”... “Tudo na natureza é vivo e possui energias específicas acumuladas”...”quando canalizadas corretamente, passam à agir em benefício daqueles que sabem utilizá-las”.
Você precisar ser consciencioso quando usar suas energias em seus ritos. Tenha em mente que apesar de muitas vezes esquecermos deste detalhe, NÃO SOMOS SENHORES DA MAGIA, DAS PESSOAS E DAS SITUAÇÕES!
Scott Cunningham em seu livro Guia Essencial da Bruxa Solitária dá algumas dicas de como você utilizar bem seu poder evitando assim, ser punido por seu mal uso. Vamos a elas:
1. O Poder não deve ser usado para gerar danos, males ou para controlar os outros. (Se surgir necessidade para tais atos, o Poder deverá ser usado APENAS para proteger sua vida ou de outros);
2. O Poder só deve ser utilizado conforme as necessidades;
3. O Poder pode ser utilizado em seu benefício, desde que ao agir não prejudique ninguém;
4. Não é sábio aceitar dinheiro para utilizar o Poder, pois ele rapidamente controla o que o recebe. Não seja como os de outras religiões;
5. Não utilize o Poder por motivo de orgulho, pois isto desvaloriza os mistérios da Wicca e da magia;
6. Lembre-se sempre de que o Poder é um Dom sagrado da Deusa e do Deus, e não deve JAMAIS ser mal usado ou abusado;
A RODA DO ANO
Existem oito datas principais na Wicca, conhecidas como Festivais ou Sabás. Nos Festivais, as Bruxas fazem rituais de adoração e agradecimento aos Deuses. Uma vez por mês, durante a Lua Cheia, nós também nos reunimos nos chamados Esbas. Esses encontros são usados para se discutir assuntos referentes ao grupo, para a realização de feitiços e rituais extraordinários, bem como para estudos e realização de exercícios de relaxamento, visualização, etc. Um Coven deve ser como uma grande família, portanto, ele também pode se reunir para passear, viajara, ir ao cinema, ao futebol, simplesmente para jogar conversa fora, ou para obras de melhoria do nosso Planeta, como trabalho em favor da Ecologia, dos Animais, dos Direitos Humanos ou de pessoas carentes. No fim desta obra é dada uma lista com endereços e sugestões de trabalho.
A Roda do Ano - Representada pelos oito Sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe. Para algumas tradições da Wicca, o ano se inicia no Solstício de Inverno. Outras consideram a noite do dia 31 de Outubro como início do ano. Essa data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "Sem Sol", referindo-se ao tempo de Inverno. Essa época também é correspondente ao Ano Novo Judaico.
Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.
Candlemas - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (02 de fevereiro)
Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes marciais e do Fogo. Nesta noite, as Bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa. Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. o Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família de do Coven. Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven.
Equinócio de Primavera - Ostara (21 de Março)
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitados com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas, pois podem provocar problemas se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade. Os pedidos devem ser voltados à "fertilidade" em todas as áreas.
Beltane - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (01 de Maio)
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses. É costume em Wicca jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha - Solstício de Verão (21 de Junho)
Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte. nesse dia, costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a Camomila) juntamente com os pedidos no Caldeirão.
Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (01 de Agosto)
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução. O outro nome do Sabá é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon - Equinócio de Outono (21 de Setembro)
No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Está é a segunda colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O deus está agonizando e logo morrerá. este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de Outubro)
Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se SOUEN) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabá é o negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza! No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa. A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.
Obs.: Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são Grandes Sabás, enquanto os Solstícios e Equinócios são Pequenos Sabás. As datas fornecidas acima são do Hemisfério Norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos Sabás. Outras já acham que se deve manter a tradição e seguir as datas da Europa. Isso depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um Verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os Sabás aos aspectos da Natureza. Eu prefiro seguir as datas tradicionais e homenagear certos s aspectos da Natureza no Altar. Por exemplo, se eu comemoro o Equinócio do Outono em Setembro, que para nós seria Primavera, eu coloco algumas flores da época no Altar em homenagem à Natureza, mas sigo os aspectos do Equinócio de Outono durante o Ritual. Para dizer a verdade, eu acho muito estranho se comemorar Beltane em 31 de Outubro, quando é dia das Bruxas, mas isso depende da vontade de cada um. Eu penso que as Bruxas comemoravam esses Sabás na mesma data há milhares de anos! Já pensou se cada país comemorasse o Natal num dia? Se perderia a Universalidade da data! O Círculo é um ESPAÇO ENTRE OS MUNDOS, portando, dentro dele podemos criar o tempo e o espaço que quisermos!
AS GRANDES DIFERENÇAS ENTRE WICCA E SATANISMO!
As Bruxas usam o Pentáculo com a ponta para cima. Os Satanistas invertem-no com a ponta para baixo, tal como invertem o crucifixo.
As Bruxas nunca usam um crucifixo para qualquer fim, seja na posição correta ou invertido.
Nunca usamos o número 666.
Não sacrificamos animais; muito menos pessoas.
Jamais fazemos às avessas nada que esteja ligado a fé cristã.
Não celebramos Missas Negras.
Não usamos artefatos cristãos.
As Bruxas não usam crianças em seus rituais. (Quando nossos próprios filhos participam em cerimônias da Arte, fazem-no nos mesmos termos dos adultos.)
Não causamos dano físico a quem quer que seja, nem projetamos danos em outros.
Não recrutamos ou fazemos proselitismo.
Seria difícil esclarecer completamente a situação, por isso estas são apenas algumas diferenças entre outras existentes.
A Roda do Ano - Representada pelos oito Sabás, tem por objetivo sincronizar a nossa energia com as Estações do Ano, ou seja, com os ciclos do Planeta terra e do Universo. Ela descreve o caminho do Sol durante o ano, representando as várias fases do Deus: seu nascimento, crescimento, união com a Deusa, e, finalmente, seu declínio e morte. Da mesma forma que o Sol nasce e se põe todos os dias, e da mesma forma que a primavera faz a Terra renascer após o Inverno, o Deus nos ensina que a Morte é apenas um ponto no ciclo infinito de nossa evolução para podermos renascer do Útero da Mãe. Para algumas tradições da Wicca, o ano se inicia no Solstício de Inverno. Outras consideram a noite do dia 31 de Outubro como início do ano. Essa data é conhecida como Halloween ou Dia das Bruxas, mas seu nome tradicional é Samhain, que significa "Sem Sol", referindo-se ao tempo de Inverno. Essa época também é correspondente ao Ano Novo Judaico.
Yule - Solstício de Inverno (21 de Dezembro)
É desta data antiga que se originou o Natal Cristão. Nesta época, a Deusa dá à Luz o deus, que é reverenciado como CRIANÇA PROMETIDA. Em Yule é tempo de reencontrarmos nossas esperanças, pedindo para que os Deuses rejuvenesçam nossos corações e nos dêem forças para nos libertarmos das coisas antigas e desgastadas. É hora de descobrirmos a criança dentro de nós e renascermos com sua pureza e alegria. Coloque flores e frutos da época do altar. Se quiser, pode fazer uma árvore enfeitada, pois está é a antiga tradição "pagã", onde a árvore era sagrada e os meses do ano tinham nomes de árvores. Esta é a noite mais longa do ano, onde a Deusa é reverenciada como a Mãe da Criança Prometida ou do Deus Sol, que nasceu para trazer Luz ao mundo. Da mesma forma, apesar de todas as dificuldades, devemos sempre confiar em nossa própria luz interior.
Candlemas - Festa do Fogo ou Noite de Brigit (02 de fevereiro)
Este Sabá é dedicado à Deusa Brigit, Senhora da Poesia, da Inspiração, da Cura, da Escrita, da Metalurgia, das Artes marciais e do Fogo. Nesta noite, as Bruxas colocam velas cor de laranja ao redor do círculo, e uma vela acesa dentro do Caldeirão. Se o ritual é feito ao ar livre, pode-se fazer tochas e girar ao redor do círculo com elas. A Bruxa mais jovem da Assembléia pode representar Brigit, entrando por último no círculo para acender, com sua tocha, a vela do caldeirão, ou a fogueira, se o ritual for ao ar livre, o que representaria a Inspiração sendo trazida para o círculo pela Deusa. Os membros do Coven devem fazer poesias, ou cantar em homenagem a Brigit. Pedidos, agradecimentos ou poesias devem ser queimados na fogueira ou no caldeirão em oferenda, no fim do ritual. o Deus está crescendo e se tornando mais forte, para trazer a Luz de volta ao mundo. É hora de pedirmos proteção para todos os jovens, em especial da nossa família de do Coven. Devemos mentalizar que o Deus está conservando sempre viva dentro de nós a chama da saúde, da coragem, da ousadia e da juventude. O altar deve ser enfeitado com flores amarelas, alaranjadas ou vermelhas. A consagração deve ser feita pelos membros mais jovens do Coven.
Equinócio de Primavera - Ostara (21 de Março)
Ostara é o Festival em homenagem à Deusa Oster, senhora da Fertilidade, cujo símbolo é o coelho. Foi desse antigo festival que teve origem a Páscoa. Os membros do Coven usam grinaldas, e o Altar deve ser enfeitados com flores da época. É um costume muito antigo colocar ovos pintados no Altar. Eles simbolizam a fecundidade e a renovação. Os ovos podem ser pintados crus e depois enterrados, ou cozidos e comidos enquanto mentalizamos nossos desejos. Nesse caso, não utilize tintas tóxicas, pois podem provocar problemas se ingeridas. Use anilinas para bolo, ou cozinhe os ovos com cascas de cebola na água, o que dará uma bela cor dourada. Antes de comê-los, os membros do Coven devem girar de mãos dadas em volta do Altar para energizar os pedidos. Os ovos devem ser decorados com símbolos mágicos, ou de acordo com a sua criatividade. Os pedidos devem ser voltados à "fertilidade" em todas as áreas.
Beltane - A Fogueira de Belenos, Festa da Primavera (01 de Maio)
Beltane é o mais alegre e festivo de todos os Sabás. O Deus, que agora é um jovem no auge da sua fertilidade, se apaixona pela Deusa, que em Beltane se apresenta como a Virgem e é chamada "Rainha de Maio". Em Beltane se comemora esse amor que deu origem a todas as coisas do Universo. Beleno é a face radiante do Sol, que voltou ao mundo na Primavera. Em Beltane se acendem duas fogueiras, pois é costume passar entre elas para se livrar de todas as doenças e energias negativas. Nos tempos antigos, costumava-se passar o gado e os animais domésticos entre as fogueiras com a mesma finalidade. Daí veio o costume de "pular a fogueira" nas festas juninas. Se não houver espaço, duas tochas ou mesmo duas velas podem ter a mesma função. Deve-se ter o maior cuidado para evitar acidentes! Uma das mais belas tradições de Beltane é o MAYPOLE, ou MASTRO DE FITAS. Trata-se de um mastro enfeitado com fitas coloridas. Durante um ritual, cada membro escolhe uma fita de sua cor preferida ou ligada a um desejo. Todos devem girar trançando as fitas, como se estivessem tecendo seu próprio destino, colocando-nos sob a proteção dos Deuses. É costume em Wicca jamais se casar em Maio, pois esse mês é dedicado ao casamento do Deus e da Deusa.
Litha - Solstício de Verão (21 de Junho)
Nesse dia o Sol atingiu a sua plenitude. É o dia mais longo do ano. O deus chega ao ponto máximo de seu poder. Este é o único Sabá em que às vezes se fazem feitiços, pois o seu poder mágico é muito grande. É hora de pedirmos coragem, energia e saúde. Mas não devemos nos esquecer que, embora o Deus esteja em sua plenitude, é nessa hora que ele começa a declinar. Logo Ele dará o último beijo em sua amada, a Deusa, e partirá no Barco da Morte, em busca da Terra do Verão. Da mesma forma, devemos ser humildes para não ficarmos cegos com o brilho do sucesso e do Poder. Tudo no Universo é cíclico, devemos não só nos ligarmos à plenitude, mas também aceitar o declínio e a Morte. nesse dia, costuma-se fazer um círculo de pedras ou de velas vermelhas. Queimam-se flores vermelhas ou ervas solares (como a Camomila) juntamente com os pedidos no Caldeirão.
Lamas - Lughnasad ou Festa da Colheita (01 de Agosto)
Lughnasad era tipicamente uma festa agrícola, onde se agradecia pela primeira colheita do ano. Lugh é o Deus Sol. na Mitologia Celta, ele é o maior dos guerreiros, que derrotou os Gigantes, que exigiam sacrifícios humanos do povo. A tradição pede que sejam feitos bonecos com espigas de milho ou ramos de trigo representando os Deuses, que nesse festival são chamados Senhor e Senhora do Milho. Nessa data deve-se agradecer a tudo o que colhemos durante o ano, sejam coisas boas ou más, pois até mesmo os problemas são veículos para a nossa evolução. O outro nome do Sabá é Lammas, que significa "A Massa de Lugh". Isso se deve ao costume de se colher os primeiros grãos e fazer um pão que era dividido entre todos. Os membros do Coven devem fazer um pão comunitário, que deverá ser consagrado junto com o vinho e repartido dentro do círculo. O primeiro gole de vinho e o primeiro pedaço de pão devem ser jogados dentro do Caldeirão, para serem queimados juntamente com papéis, onde serão escritos os agradecimentos, e grãos de cereais. O boneco representando o Deus do milho também é queimado, para nos lembrar de que devemos nos livrar de tudo o que é antigo e desgastado para que possamos colher uma nova vida. O Altar é enfeitado com sementes, ramos de trigo, espigas de milho e frutas da época.
Mabon - Equinócio de Outono (21 de Setembro)
No Panteão Celta, Mabon, também conhecido como Angus, era o Deus do Amor. Nessa noite devemos pedir harmonia no amor e proteção para as pessoas que amamos. Está é a segunda colheita do ano. O Altar deve ser enfeitado com as sementes que renascerão na primavera. O chão deve ser forrado com folhas secas. O deus está agonizando e logo morrerá. este é o Festival em que devemos pedir pelos que estão doentes e pelas pessoas mais velhas, que precisam de nossa ajuda e conforto. Também é nesse festival que homenageamos as nossas Antepassadas Femininas, queimando papéis com seus nomes no Caldeirão e lhes dirigindo palavras de gratidão e bênçãos.
Samhain - Halloween ou Dia das Bruxas (31 de Outubro)
Este é o mais importante de todos os Festivais, pois, dentro do círculo, marca tanto o fim quanto o início de um novo ano. Nessa noite, o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se torna mais tênue, sendo o tempo ideal para nos comunicarmos com os que já partiram. As bruxas não fazem rituais para receber mensagens dos mortos e muito menos para incorporar espíritos. O sentido do Halloween é nos sintonizarmos com os que já partiram para lhes enviar mensagens de amor e harmonia. A noite do Samhain (pronuncia-se SOUEN) é uma noite de alegria e festa, pois marca o início de um novo período em nossas vidas, sendo comemorado com muito ponche, bolos e doces. A cor do sabá é o negro, sendo o Altar adornado com maçã, o símbolo da Vida Eterna. O vinho é substituído pela sidra ou pelo suco de maçã. deve-se fazer muita brincadeiras com dança e música. Os nomes das pessoas que já se foram são queimados no Caldeirão, mas nunca com uma conotação de tristeza! No Altar e nos Quadrantes não devem faltar as tradicionais Máscaras de Abóbora com velas dentro. Antigamente, as pessoas colocavam essas abóboras na janela para espantar os maus espíritos e os duendes que vagavam pelas noites do Samhain. Essa palavra significa "Sem Luz", pois, nessa noite, o Deus morreu e mundo mergulha na escuridão. A Deusa vai ao Mundo das Sombras em busca do seu amado, que está esperando para nascer. Eles se amam, e, desse amor, a semente da luz espera no Útero da Mãe, para renascer no próximo Solstício de Inverno como a Criança da Promessa. A Roda continua a girar para sempre. Assim, não há motivo para tristezas, pois aqueles que perdemos nessa vida irão renascer, e, um dia, nos encontraremos novamente, nessa jornada infinita de evolução.
Obs.: Candlemas, Beltane, Lammas e Samhain são Grandes Sabás, enquanto os Solstícios e Equinócios são Pequenos Sabás. As datas fornecidas acima são do Hemisfério Norte. Muitas pessoas preferem adaptá-las ao nosso hemisfério, mudando a ordem dos Sabás. Outras já acham que se deve manter a tradição e seguir as datas da Europa. Isso depende do gosto de cada um, mas, no Brasil, não existem quatro estações, sendo que muitas regiões têm um Verão permanente ou uma estação chuvosa, o que torna bem difícil adaptar os Sabás aos aspectos da Natureza. Eu prefiro seguir as datas tradicionais e homenagear certos s aspectos da Natureza no Altar. Por exemplo, se eu comemoro o Equinócio do Outono em Setembro, que para nós seria Primavera, eu coloco algumas flores da época no Altar em homenagem à Natureza, mas sigo os aspectos do Equinócio de Outono durante o Ritual. Para dizer a verdade, eu acho muito estranho se comemorar Beltane em 31 de Outubro, quando é dia das Bruxas, mas isso depende da vontade de cada um. Eu penso que as Bruxas comemoravam esses Sabás na mesma data há milhares de anos! Já pensou se cada país comemorasse o Natal num dia? Se perderia a Universalidade da data! O Círculo é um ESPAÇO ENTRE OS MUNDOS, portando, dentro dele podemos criar o tempo e o espaço que quisermos!
AS GRANDES DIFERENÇAS ENTRE WICCA E SATANISMO!
As Bruxas usam o Pentáculo com a ponta para cima. Os Satanistas invertem-no com a ponta para baixo, tal como invertem o crucifixo.
As Bruxas nunca usam um crucifixo para qualquer fim, seja na posição correta ou invertido.
Nunca usamos o número 666.
Não sacrificamos animais; muito menos pessoas.
Jamais fazemos às avessas nada que esteja ligado a fé cristã.
Não celebramos Missas Negras.
Não usamos artefatos cristãos.
As Bruxas não usam crianças em seus rituais. (Quando nossos próprios filhos participam em cerimônias da Arte, fazem-no nos mesmos termos dos adultos.)
Não causamos dano físico a quem quer que seja, nem projetamos danos em outros.
Não recrutamos ou fazemos proselitismo.
Seria difícil esclarecer completamente a situação, por isso estas são apenas algumas diferenças entre outras existentes.
INSTRUMENTOS DA WICCA
Os instrumentos usados nos rituais da Wicca têm a sua origem perdida no tempo. Eles são importantes focos de concentração e ferramentas para provocar alterações de consciência, mas é preciso que se saiba exatamente o seu significado para que sejam usados corretamente. Embora eles possam dar um toque de beleza e alegria aos rituais, uma verdadeira Bruxa jamais deve ficar dependente deles, porque a verdadeira Bruxa se faz com a mente e com o coração!
CALDEIRÃO - Embora algumas tradições discordem, a meu ver, o Caldeirão é o instrumento mais importante e significativo para as Bruxas. Ele representa o Útero da Grande Mãe, ou seja, a origem do Universo e de toda a Vida. dele viemos e para ele retornaremos eternamente. É no Caldeirão que as Bruxas preparem os feitiços, as poções e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre. Nele se realiza a Grande Alquimia Universal. Em muitos feitiços ele pode conter água ou vinho energizado pela Luz da Lua. De preferência, ele deve ser de ferro, com três pés, representando os três aspectos da Deusa. Na falta de um caldeirão, uma panela ou tigela pode substituir, desde que não seja de material sintético, como teflon, plástico ou alumínio. Está ligado ao elemento Água.
CÁLICE - Associado ao mito do Santo Graal, o Cálice é usado para consagrar e beber o vinho dos rituais, tendo o mesmo simbolismo do caldeirão. Ele foi introduzido na Wicca em época mais recente. Em algumas tradições mais puristas é substituído por uma concha ou um chifre, onde se toma o vinho. Ele também pode ser substituído por uma taça, ou mesmo um copo, desde que não seja de material sintético. Da mesma forma que o Caldeirão, liga-se à Água.
O Punhal - Tradicionalmente, o punhal da Wicca é de Lâmina dupla com cabo preto, sendo chamado ATHAME (pronuncia-se átame), uma palavra de origem incerta que significa "O que não morre". Ele representa a energia masculina, sendo um símbolo fálico dentro do ritual. Ele é traçado para abrir círculos, e, durante a Consagração, é introduzido no Cálice para simbolizar a União do Deus e da Deusa. Os ramos mais tradicionalistas substituem o Punhal pela Varinha Mágica, alegando que ele foi introduzido recentemente na Wicca, não fazendo parte dos instrumentos tradicionais. O mesmo se diz da Espada, pois ele é um instrumento de Magia Cerimonial, que nada tem a ver com a Bruxaria. Na falta de um Athame clássico, qualquer faca serve para o mesmo fim, desde que não tenha sido usada para tirar qualquer tipo de vida ou derramar sangue. Caso não queira usar o Punhal, abra o círculo com a Varinha, um Cristal, ou mesmo com o dedo, como se e faz na Wicca Irlandesa, conhecida como WITTA.
VASSOURA - Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas! Toda Bruxa que se preza tem uma Vassoura! Ela representa a União das Energias Universais. Os pelos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais feminino e masculino. havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam "cavalgando" as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos. Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar. também havia certos ungüentos e plantas alucinógenas que provocavam a Viagem Astral, o que poderia dar a impressão de estar voando pelo Ar. E se as Bruxas tivessem algum modo de anular a gravidade? talvez nós consigamos resgatar esse conhecimento algum dia, mas não tente comprovar essa teoria, especialmente se você mora em APARTAMENTO! A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter a sua Assinatura Mágica. Antes do ritual, ela é usada para varrer o local onde ele será realizado, representando a limpeza espiritual de toda Energia Negativa. Ela também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, e, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo, e procedendo da mesma forma ao voltar. É bom saber que crianças e animais podem entrar e sair do círculo sem quebrá-lo. Em algumas tradições, a Sacerdotisa cavalga a vassoura ao redor do Caldeirão. Eu, pessoalmente, acho isso muito engraçado, mas os Deuses da Wicca têm muito bom humor e não fulminam ninguém que dê algumas risadas durante o ritual. Em algumas cerimônias de Casamento, os noivos pulam a vassoura como símbolo de sorte e felicidade. Na Bruxaria Italiana, chamada Stregeria, Bruxas não voam em Vassouras, e sim, em bodes pretos, mas eu prefiro continuar com a Vassoura, pois eles não me explicaram como se pula um Bode para sair do círculo!
BASTÃO OU VARINHA MÁGICA - A Varinha Mágica tem o mesmo simbolismo do Athame, embora segundo algumas tradições esteja mais ligada ao elemento Fogo. Tradicionalmente, ela deve ser feita de uma árvore sagrada como a Aveleira, o Carvalho ou a Macieira, embora eu acredite que qualquer árvore deve servir, desde que você tenha por ela alguma predileção ou ligação emocional. O galho da árvore deve ser cortado na Lua Crescente, e antes sempre se deve pedir a autorização da árvore. Depois de cortado o galho, deve-se deixar alguma oferenda em agradecimento. Ainda hoje, as Bruxas seguem esse procedimento, deixando mel e leite para as Fadas e Elementais, e um pouco de comida para os pássaros. A Varinha pode ser enfeitada com símbolos, fitas, cristais ou algum objeto pessoal.
A Túnica - Embora muitos "Covens"(nome pelo qual são conhecidas as assembléias dos Bruxos, que significa 'Irmandade') prefiram trabalhar "vestidos de céu", ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a sua energia seja "vampirizada". A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes. Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisamos da vibração de todas as cores. E muito menos por mero exibicionismo ou para parecer ESOTÉRICO! Trabalhar nus ou com Túnicas deve ser uma escolha do grupo. Deve-se ter o cuidado para que a nudez não atraia pessoas mal-intencionadas. A nudez deve ser um sinal de pureza, de libertação de nossos medos e tabus. Para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos. É impossível se trabalhar inibida pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas, com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.
PENTAGRAMA - Embora muitos achem que o Pentagrama não pertença Originalmente à Bruxaria, ele se tornou um de seus maiores símbolos. A Estrela de Cinco Pontas representa as quatro Energias Formadoras do nosso Planeta, isto é, Água, Fogo, Terra e Ar, mais o quinto Elemento, que é o Espírito. Usado com uma ponta para cima, ele é o símbolo da magia Benéfica, onde a Energia do Espírito controla as quatro Energias Formadoras da Matéria. Muitos Satanistas usam o Pentagrama com duas pontas para cima, significando o triunfo da Matéria sobre o Espírito, ou a vitória do Mal sobre o Bem. Deve-se lembrar que, originalmente, o Pentagrama com duas pontas para cima representava o Deus Cornífero, e o Útero da Grande Mãe por sua semelhança com um útero e duas trompas. Só depois do advento do Cristianismo ele foi desvirtuado como símbolo do Mal. Quase todas as Bruxas usam um Pentagrama no pescoço, como símbolo de sua religião, mas isso não é nenhuma obrigação.
Outros Instrumentos - Também fazem parte da Wicca outros instrumentos como o Sino para abrir e fechar rituais, Incensórios, Castiçais e outros objetos opcionais. Muitos Covens tocam instrumentos musicais. Enfim, o melhor é usar a imaginação para criar seus rituais.
O ALTAR
Sempre que possível, uma Bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou Luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, Água para esse mesmo Elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Abuse da sua criatividade, pois o Altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu Amor. Se, por algum motivo, você não puder montar um Altar onde você mora, crie um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.
Os instrumentos usados nos rituais da Wicca têm a sua origem perdida no tempo. Eles são importantes focos de concentração e ferramentas para provocar alterações de consciência, mas é preciso que se saiba exatamente o seu significado para que sejam usados corretamente. Embora eles possam dar um toque de beleza e alegria aos rituais, uma verdadeira Bruxa jamais deve ficar dependente deles, porque a verdadeira Bruxa se faz com a mente e com o coração!
CALDEIRÃO - Embora algumas tradições discordem, a meu ver, o Caldeirão é o instrumento mais importante e significativo para as Bruxas. Ele representa o Útero da Grande Mãe, ou seja, a origem do Universo e de toda a Vida. dele viemos e para ele retornaremos eternamente. É no Caldeirão que as Bruxas preparem os feitiços, as poções e acendem o fogo para os rituais, quando não é possível acender uma fogueira ao ar livre. Nele se realiza a Grande Alquimia Universal. Em muitos feitiços ele pode conter água ou vinho energizado pela Luz da Lua. De preferência, ele deve ser de ferro, com três pés, representando os três aspectos da Deusa. Na falta de um caldeirão, uma panela ou tigela pode substituir, desde que não seja de material sintético, como teflon, plástico ou alumínio. Está ligado ao elemento Água.
CÁLICE - Associado ao mito do Santo Graal, o Cálice é usado para consagrar e beber o vinho dos rituais, tendo o mesmo simbolismo do caldeirão. Ele foi introduzido na Wicca em época mais recente. Em algumas tradições mais puristas é substituído por uma concha ou um chifre, onde se toma o vinho. Ele também pode ser substituído por uma taça, ou mesmo um copo, desde que não seja de material sintético. Da mesma forma que o Caldeirão, liga-se à Água.
O Punhal - Tradicionalmente, o punhal da Wicca é de Lâmina dupla com cabo preto, sendo chamado ATHAME (pronuncia-se átame), uma palavra de origem incerta que significa "O que não morre". Ele representa a energia masculina, sendo um símbolo fálico dentro do ritual. Ele é traçado para abrir círculos, e, durante a Consagração, é introduzido no Cálice para simbolizar a União do Deus e da Deusa. Os ramos mais tradicionalistas substituem o Punhal pela Varinha Mágica, alegando que ele foi introduzido recentemente na Wicca, não fazendo parte dos instrumentos tradicionais. O mesmo se diz da Espada, pois ele é um instrumento de Magia Cerimonial, que nada tem a ver com a Bruxaria. Na falta de um Athame clássico, qualquer faca serve para o mesmo fim, desde que não tenha sido usada para tirar qualquer tipo de vida ou derramar sangue. Caso não queira usar o Punhal, abra o círculo com a Varinha, um Cristal, ou mesmo com o dedo, como se e faz na Wicca Irlandesa, conhecida como WITTA.
VASSOURA - Esta é uma velha conhecida e amiga das Bruxas! Toda Bruxa que se preza tem uma Vassoura! Ela representa a União das Energias Universais. Os pelos e o cabo representam, respectivamente, os órgãos sexuais feminino e masculino. havia um ritual muito antigo em que as Bruxas saíam "cavalgando" as vassouras pelos campos e dando grandes pulos, para que as plantas crescessem da altura de seus saltos. Talvez daí tenha vindo a crença de que podiam voar. também havia certos ungüentos e plantas alucinógenas que provocavam a Viagem Astral, o que poderia dar a impressão de estar voando pelo Ar. E se as Bruxas tivessem algum modo de anular a gravidade? talvez nós consigamos resgatar esse conhecimento algum dia, mas não tente comprovar essa teoria, especialmente se você mora em APARTAMENTO! A Vassoura pode ser decorada com Símbolos Sagrados e ter a sua Assinatura Mágica. Antes do ritual, ela é usada para varrer o local onde ele será realizado, representando a limpeza espiritual de toda Energia Negativa. Ela também serve de ponte entre o espaço do círculo e o mundo exterior, isto é, ela pode ser colocada deitada num ponto, e, se alguém precisar sair, pode fazê-lo pulando a Vassoura sem quebrar o círculo, e procedendo da mesma forma ao voltar. É bom saber que crianças e animais podem entrar e sair do círculo sem quebrá-lo. Em algumas tradições, a Sacerdotisa cavalga a vassoura ao redor do Caldeirão. Eu, pessoalmente, acho isso muito engraçado, mas os Deuses da Wicca têm muito bom humor e não fulminam ninguém que dê algumas risadas durante o ritual. Em algumas cerimônias de Casamento, os noivos pulam a vassoura como símbolo de sorte e felicidade. Na Bruxaria Italiana, chamada Stregeria, Bruxas não voam em Vassouras, e sim, em bodes pretos, mas eu prefiro continuar com a Vassoura, pois eles não me explicaram como se pula um Bode para sair do círculo!
BASTÃO OU VARINHA MÁGICA - A Varinha Mágica tem o mesmo simbolismo do Athame, embora segundo algumas tradições esteja mais ligada ao elemento Fogo. Tradicionalmente, ela deve ser feita de uma árvore sagrada como a Aveleira, o Carvalho ou a Macieira, embora eu acredite que qualquer árvore deve servir, desde que você tenha por ela alguma predileção ou ligação emocional. O galho da árvore deve ser cortado na Lua Crescente, e antes sempre se deve pedir a autorização da árvore. Depois de cortado o galho, deve-se deixar alguma oferenda em agradecimento. Ainda hoje, as Bruxas seguem esse procedimento, deixando mel e leite para as Fadas e Elementais, e um pouco de comida para os pássaros. A Varinha pode ser enfeitada com símbolos, fitas, cristais ou algum objeto pessoal.
A Túnica - Embora muitos "Covens"(nome pelo qual são conhecidas as assembléias dos Bruxos, que significa 'Irmandade') prefiram trabalhar "vestidos de céu", ou seja, completamente nus, existe a opção de se usar a Túnica, tradicionalmente negra. A cor negra isola as energias negativas, sendo ótima para ser usada quando se tem contato com grandes multidões ou pessoas negativas, pois impede que a sua energia seja "vampirizada". A cor negra não tem nenhuma ligação com o Mal, como se costuma pensar erroneamente. Ela representa o Útero Universal, do qual nasceu toda a Luz, a escuridão da Terra onde germinam as sementes. Porém, não se deve usar somente a cor negra, pois precisamos da vibração de todas as cores. E muito menos por mero exibicionismo ou para parecer ESOTÉRICO! Trabalhar nus ou com Túnicas deve ser uma escolha do grupo. Deve-se ter o cuidado para que a nudez não atraia pessoas mal-intencionadas. A nudez deve ser um sinal de pureza, de libertação de nossos medos e tabus. Para tanto, é preciso ter um coração puro diante dos Deuses e dos nossos semelhantes, trabalhando muito bem com nossos corpos. É impossível se trabalhar inibida pela nudez, o que tornará o ritual totalmente improdutivo. Se esta for a situação, é melhor usar uma Túnica, mas, com o tempo, é preciso superar esses bloqueios, pois eles são frutos de uma moral Judaico-Cristã repressiva, sendo que a nudez deve ser encarada como algo natural.
PENTAGRAMA - Embora muitos achem que o Pentagrama não pertença Originalmente à Bruxaria, ele se tornou um de seus maiores símbolos. A Estrela de Cinco Pontas representa as quatro Energias Formadoras do nosso Planeta, isto é, Água, Fogo, Terra e Ar, mais o quinto Elemento, que é o Espírito. Usado com uma ponta para cima, ele é o símbolo da magia Benéfica, onde a Energia do Espírito controla as quatro Energias Formadoras da Matéria. Muitos Satanistas usam o Pentagrama com duas pontas para cima, significando o triunfo da Matéria sobre o Espírito, ou a vitória do Mal sobre o Bem. Deve-se lembrar que, originalmente, o Pentagrama com duas pontas para cima representava o Deus Cornífero, e o Útero da Grande Mãe por sua semelhança com um útero e duas trompas. Só depois do advento do Cristianismo ele foi desvirtuado como símbolo do Mal. Quase todas as Bruxas usam um Pentagrama no pescoço, como símbolo de sua religião, mas isso não é nenhuma obrigação.
Outros Instrumentos - Também fazem parte da Wicca outros instrumentos como o Sino para abrir e fechar rituais, Incensórios, Castiçais e outros objetos opcionais. Muitos Covens tocam instrumentos musicais. Enfim, o melhor é usar a imaginação para criar seus rituais.
O ALTAR
Sempre que possível, uma Bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou Luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, Água para esse mesmo Elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Abuse da sua criatividade, pois o Altar é o seu espaço pessoal, onde deve ser colocado todo o seu Amor. Se, por algum motivo, você não puder montar um Altar onde você mora, crie um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.
Os mitos
O MITO DA CRIAÇÃO
by Starhawk
Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela, cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnífica".
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.
Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então tornou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho, mas no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.
KendraMoon
O MITO DA DESCIDA DA DEUSA
Dea, nossa Dama e Deusa, soluciona todos os mistérios, até mesmo o mistério da Morte. Assim sendo, ela partiu rumo ao Submundo em sua nau, pelo sagrado rio da Descida. A seguir ela se deparou com o primeiro dos setes portais do submundo. E seu guardião a desafiou, exigindo uma de suas vestes para que ela passasse, pois nada pode ser dado sem que algo seja oferecido em troca. E a cada um dos portais a deusa teve que pagar o preço da passagem, pois os Guardiões assim lhe diziam: “Despe-te de suas vestes, e livra-te de tuas jóias, pois não há nada que possa trazer a nossos domínios”.
Assim, Dea cedeu suas jóias e suas vestimentas aos guardiões, e foi conduzida como um ser vivo que busca ingresso no Reino dos Mortos e dos Poderosos. No primeiro portal ela deixou seu cetro, seguido de sua coroa, no terceiro seu colar, no quarto seu anel, no quinto a sua guirlanda, no sexto suas sandálias, e no sétimo seu vestido. Dea permaneceu nua e foi apresentada, e tal era sua beleza que ele próprio se ajoelhou quando ela entrou. Depondo sua espada e coroa aos pés dela aos pés dela aos pés dela, disse: “Abençoados são seus pés, pois te trouxeram por esta senda .” Ele então se ergueu e disse a Dea: “Fica comigo, eu te imploro e deixa seu coração por mim ser tocado.”
E Dea respondeu a Dis: “Mas eu não te amo: “Mas eu não te amo, pois por que fazes com que todas as coisas que e com as quais me delicio venham a fenecer e a morrer ?”
“Minha Senhora”, respondeu Dis: “é contra a idade o destino que falas. Não tenho poder, pois a idade faz com que tudo que eu amo pereça, mas quando os homens quando os homens morrem ao fim do seu tempo lhes dou repouso, paz e força. Por algum tempo eles habitam com a lua, e com os espíritos da lua; então podem retornar ao reino dos vivos. Mas és tão adorável e te peço para que não retornes, mas que vivas cá comigo”
Ao que ela respondeu: “Não, pois não te amo”. Então Dis disse: “Se recusas a me abraçar, deves prostrar-te perante o açoite da morte.” Respondeu a Deusa: “Se assim é, assim seja, tanto melhor!” Dea então ajoelhou-se em submissão perante a morte, e esta açoitou-a tão levemente que ela gritou: “Reconheço a tua dor, a dor do amor.”
Dis ergueu-a e disse: “És abençoada, minha Rainha e minha Dama.” A seguir ele lhe deu os cinco beijos de iniciação dizendo: “Somente assim podes ambicionar sabedoria e prazer.”
E ele ensinou-lhe todos os seus mistérios, e lhe deu o colar que é o círculo do renascimento. E ela lhe transmitiu todos os seus mistérios, do cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento. Eles se amaram e se uniram um ao outro, e por um período Dea viveu nos domínios de Dis.
Pois três são os mistérios na vida do homem: Sexo, nascimento e Morte (e o amor controla todos). Para atingir o amor, devemos retornar ao mesmo tempo e local dos que amaram antes. E devemos encontrar, reconhecer, lembrar e amá-los novamente. Mas para que possamos renascer devemos morrer e ser preparados para um novo corpo. E para morrer devemos nascer, mas sem amor não podemos nascer entre os nossos semelhantes.
Mas nossa Deusa tende a favorecer o amor, o prazer e a alegria. Ela protege e cuida de suas crianças ocultas nessa vida e na próxima. Na morte ela revela o caminho que leva a comunhão com ela, e na vida ensina a magia do mistério do Círculo(existente entre os mundos dos homens e dos deuses).
Da tradição Aridiana, Raven Gimassi, way of the strega
Texto extraído do livro: Os Mistérios Wiccanos
A INSTRUÇÃO DA DEUSA
Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês e é melhor que seja quando a lua estiver cheia, deverá reunir-se em algum local secreto e adorar meu espírito que é a rainha de todos os sábios. Você estará livre da escravidão e, como sinal de sua liberdade, apresentar-se-á nu em seus ritos. Cante, dance e festeje, faça música e amor, todos em minha presença, pois meu é o êxtase do espírito e minha é a alegria sobre a terra. Pois minha é a lei do amor para todos os seres. Meu segredo que é que abre a porta da juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o caldeirão de Ceridwen, que é o graal da imortalidade. Eu concedo a sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a liberdade e o reencontro com aqueles se foram antes. Nem tampouco exijo algum tipo de sacrifício, pois saiba eu sou a mãe de todas as coisas e meu amor é derramado sobre a terra
Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as estrelas e os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte e venha até mim. Pois sou o espírito da natureza que dá a vida ao universo. De mim todas as coisas vêm e a mim todas as coisas devem retornar. Que a adoração a mim esteja no coração daquele que rejubila, pois saiba, que todos os atos de amor e prazer são meus rituais. Que haja beleza e força, poder e compaixão, jubilo e reverência dentro de você. E você que busca conhecer-me saiba que a sua procura e ânsia serão em vão, ao menos que você conheça o mistério: pois se aquilo o que busca não se encontrar dentro de você, nunca encontrará fora. Saiba, pois que estou com você desde o inicio dos tempos, e sou aquela que é alcançada ao fim do desejo.
Extraído do livro A dança cósmica das feiticeiras
A INSTRUÇÃO DO DEUS
Sou o radiante Deus dos céus, que inunda a Terra de valor, e guardo a semente oculta da criação, que irá germinar e manifestar- se. Levanto minha lança brilhante para iluminar a vida de todos os seres diariamente trago meu ouro à Terra, fazendo retroceder os poderes da escuridão.
Sou o senhor das coisas selvagens e livres. Corro pelo campo com o cervo e me elevo como o sagrado falcões nos céus resplandecentes. Os antigos bosques e lugares selvagens emanam meus poderes e os pássaros em vôo cantam a minha sacralidade.
Sou a última colheita, que oferece frutos e grãos para que todos se alimentem. Porque sem plantio não há colheita, sem inverno não há primavera.
Adorem-me como o Sol da Criação, de mil nomes, o espírito do Cervo Astado, a colheita sem fim. Vejam no ciclo anual dos festivais meu nascimento, morte e renascimento e saibam que esse é o destino de toda a criação.
Sou a centelha da vida, o Sol radiante, o Doador de paz e do descanso e envio meus raios para abençoá-los, iluminando os corações e fortalecendo as mentes de todos.
A DEUSA NO REINO DA MORTE
Neste mundo, a deusa é vista na lua, aquela que brilha na escuridão, aquela que traz a chuva que move as marés, a senhora dos mistérios. E, enquanto a lua cresce e mingua, e anda três noites no sei ciclo da escuridão, diz-se que a deusa, certa vez passou três noite no reino da morte.
Pois, no amor, ela sempre busca seu outro self e, uma vez no inverno do ano em que ele havia desaparecido da terra verde, ela o seguiu e chegou, finalmente, aos portões além dos quais os vivos não entram.
O guardião do portão desafiou-a e desnudou-se de suas roupas e jóias, pois nada pode ser levado para aquela terra. Por amor ela estava aqui confinada como todos os que ali penetram, e foi conduzida à morte.
Ele a amava e ajoelhou- se a seus pés, deu-lhe o beijo quíntuplo e disse:
-Não retorne ao mundo dos vivos, mas permaneça aqui comigo e tenha paz, descanso e conforto.
Mas ela respondeu:
-Por que você faz com que todas as coisas que amo e prezo murchem e morram?
-Senhora- disse ele- é destino de tudo que aquilo que vive morrer. Tudo passa, tudo se esvai. Eu trago conforto e consolo para aqueles que cruzam os portões, para que possam juvenescer, mas você é o desejo do meu coração, não volte, fique aqui comigo.
E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo:
-Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa, tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira.
Amorável ele penetrou-a e assim renasceu para a vida. No entanto ele, é conhecido como senhor das sombras, o confortador e consolador, aquele que abre os portões, rei da terra da juventude, o que dá paz e descanso. Mas ela é a mãe de toda a vida; dela todas as coisas nascem e para ela devem retornar novamente. Nela estão todos os mistérios da morte e do renascimento; nela encontra-se a realização de todo o amor.
Origens da Wicca
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
PRINCIPIO MASCULINO OU DEUS CORNIFERO
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber p verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Quando discutirmos a Roda do Ano, esses conceitos serão novamente explicados na parte dos rituais. Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.
by Starhawk
Solitária, majestosa, plena em si mesma, a Deusa, Ela, cujo nome sagrado, não pode ser jamais dito, flutuava no abismo da escuridão, antes do início de todas as coisas. E quando Ela mirou o espelho curvo do espaço negro, Ela viu com a sua luz o seu reflexo radiante e apaixonou-se por ele. Ela induziu-o a se expandir devido ao seu poder e fez amor consigo mesma e chamou Ela de "Miria, a Magnífica".
O seu êxtase irrompeu na única canção de tudo que é, foi ou será, e com a canção surgiu o movimento, ondas que jorravam para fora e se transformaram em todas as esferas e círculos dos mundos. A Deusa encheu-se de amor, que crescia, e deu à luz uma chuva de espíritos luminosos que ocuparam os mundos e tornaram-se todos os seres.
Mas, naquele grande movimento, Miria foi levada embora, e enquanto Ela saía da Deusa, tornava-se mais masculina. Primeiro, Ela tornou-se o Deus Azul, o bondoso e risonho deus do amor. Então tornou-se no Verde, coberto de vinhas, enraizado na terra, o espírito de todas as coisas que crescem. Por fim, tornou-se o Deus da Força, o Caçador, cujo rosto é o sol vermelho, mas no entanto, escuro como a morte. Mas o desejo sempre o devolve à Deusa, de modo que Ela circula eternamente, buscando retornar em amor.
Tudo começou em amor; tudo busca retornar em amor. O amor é a lei, mestre da sabedoria e o grande revelador dos mistérios.
KendraMoon
O MITO DA DESCIDA DA DEUSA
Dea, nossa Dama e Deusa, soluciona todos os mistérios, até mesmo o mistério da Morte. Assim sendo, ela partiu rumo ao Submundo em sua nau, pelo sagrado rio da Descida. A seguir ela se deparou com o primeiro dos setes portais do submundo. E seu guardião a desafiou, exigindo uma de suas vestes para que ela passasse, pois nada pode ser dado sem que algo seja oferecido em troca. E a cada um dos portais a deusa teve que pagar o preço da passagem, pois os Guardiões assim lhe diziam: “Despe-te de suas vestes, e livra-te de tuas jóias, pois não há nada que possa trazer a nossos domínios”.
Assim, Dea cedeu suas jóias e suas vestimentas aos guardiões, e foi conduzida como um ser vivo que busca ingresso no Reino dos Mortos e dos Poderosos. No primeiro portal ela deixou seu cetro, seguido de sua coroa, no terceiro seu colar, no quarto seu anel, no quinto a sua guirlanda, no sexto suas sandálias, e no sétimo seu vestido. Dea permaneceu nua e foi apresentada, e tal era sua beleza que ele próprio se ajoelhou quando ela entrou. Depondo sua espada e coroa aos pés dela aos pés dela aos pés dela, disse: “Abençoados são seus pés, pois te trouxeram por esta senda .” Ele então se ergueu e disse a Dea: “Fica comigo, eu te imploro e deixa seu coração por mim ser tocado.”
E Dea respondeu a Dis: “Mas eu não te amo: “Mas eu não te amo, pois por que fazes com que todas as coisas que e com as quais me delicio venham a fenecer e a morrer ?”
“Minha Senhora”, respondeu Dis: “é contra a idade o destino que falas. Não tenho poder, pois a idade faz com que tudo que eu amo pereça, mas quando os homens quando os homens morrem ao fim do seu tempo lhes dou repouso, paz e força. Por algum tempo eles habitam com a lua, e com os espíritos da lua; então podem retornar ao reino dos vivos. Mas és tão adorável e te peço para que não retornes, mas que vivas cá comigo”
Ao que ela respondeu: “Não, pois não te amo”. Então Dis disse: “Se recusas a me abraçar, deves prostrar-te perante o açoite da morte.” Respondeu a Deusa: “Se assim é, assim seja, tanto melhor!” Dea então ajoelhou-se em submissão perante a morte, e esta açoitou-a tão levemente que ela gritou: “Reconheço a tua dor, a dor do amor.”
Dis ergueu-a e disse: “És abençoada, minha Rainha e minha Dama.” A seguir ele lhe deu os cinco beijos de iniciação dizendo: “Somente assim podes ambicionar sabedoria e prazer.”
E ele ensinou-lhe todos os seus mistérios, e lhe deu o colar que é o círculo do renascimento. E ela lhe transmitiu todos os seus mistérios, do cálice sagrado que é o caldeirão do renascimento. Eles se amaram e se uniram um ao outro, e por um período Dea viveu nos domínios de Dis.
Pois três são os mistérios na vida do homem: Sexo, nascimento e Morte (e o amor controla todos). Para atingir o amor, devemos retornar ao mesmo tempo e local dos que amaram antes. E devemos encontrar, reconhecer, lembrar e amá-los novamente. Mas para que possamos renascer devemos morrer e ser preparados para um novo corpo. E para morrer devemos nascer, mas sem amor não podemos nascer entre os nossos semelhantes.
Mas nossa Deusa tende a favorecer o amor, o prazer e a alegria. Ela protege e cuida de suas crianças ocultas nessa vida e na próxima. Na morte ela revela o caminho que leva a comunhão com ela, e na vida ensina a magia do mistério do Círculo(existente entre os mundos dos homens e dos deuses).
Da tradição Aridiana, Raven Gimassi, way of the strega
Texto extraído do livro: Os Mistérios Wiccanos
A INSTRUÇÃO DA DEUSA
Quando necessitar de alguma coisa, uma vez no mês e é melhor que seja quando a lua estiver cheia, deverá reunir-se em algum local secreto e adorar meu espírito que é a rainha de todos os sábios. Você estará livre da escravidão e, como sinal de sua liberdade, apresentar-se-á nu em seus ritos. Cante, dance e festeje, faça música e amor, todos em minha presença, pois meu é o êxtase do espírito e minha é a alegria sobre a terra. Pois minha é a lei do amor para todos os seres. Meu segredo que é que abre a porta da juventude e minha é a taça do vinho da vida, que é o caldeirão de Ceridwen, que é o graal da imortalidade. Eu concedo a sabedoria do espírito eterno e, além da morte, dou a paz e a liberdade e o reencontro com aqueles se foram antes. Nem tampouco exijo algum tipo de sacrifício, pois saiba eu sou a mãe de todas as coisas e meu amor é derramado sobre a terra
Eu que sou a beleza da terra verde e da lua branca entre as estrelas e os mistérios da água, invoco seu espírito para que desperte e venha até mim. Pois sou o espírito da natureza que dá a vida ao universo. De mim todas as coisas vêm e a mim todas as coisas devem retornar. Que a adoração a mim esteja no coração daquele que rejubila, pois saiba, que todos os atos de amor e prazer são meus rituais. Que haja beleza e força, poder e compaixão, jubilo e reverência dentro de você. E você que busca conhecer-me saiba que a sua procura e ânsia serão em vão, ao menos que você conheça o mistério: pois se aquilo o que busca não se encontrar dentro de você, nunca encontrará fora. Saiba, pois que estou com você desde o inicio dos tempos, e sou aquela que é alcançada ao fim do desejo.
Extraído do livro A dança cósmica das feiticeiras
A INSTRUÇÃO DO DEUS
Sou o radiante Deus dos céus, que inunda a Terra de valor, e guardo a semente oculta da criação, que irá germinar e manifestar- se. Levanto minha lança brilhante para iluminar a vida de todos os seres diariamente trago meu ouro à Terra, fazendo retroceder os poderes da escuridão.
Sou o senhor das coisas selvagens e livres. Corro pelo campo com o cervo e me elevo como o sagrado falcões nos céus resplandecentes. Os antigos bosques e lugares selvagens emanam meus poderes e os pássaros em vôo cantam a minha sacralidade.
Sou a última colheita, que oferece frutos e grãos para que todos se alimentem. Porque sem plantio não há colheita, sem inverno não há primavera.
Adorem-me como o Sol da Criação, de mil nomes, o espírito do Cervo Astado, a colheita sem fim. Vejam no ciclo anual dos festivais meu nascimento, morte e renascimento e saibam que esse é o destino de toda a criação.
Sou a centelha da vida, o Sol radiante, o Doador de paz e do descanso e envio meus raios para abençoá-los, iluminando os corações e fortalecendo as mentes de todos.
A DEUSA NO REINO DA MORTE
Neste mundo, a deusa é vista na lua, aquela que brilha na escuridão, aquela que traz a chuva que move as marés, a senhora dos mistérios. E, enquanto a lua cresce e mingua, e anda três noites no sei ciclo da escuridão, diz-se que a deusa, certa vez passou três noite no reino da morte.
Pois, no amor, ela sempre busca seu outro self e, uma vez no inverno do ano em que ele havia desaparecido da terra verde, ela o seguiu e chegou, finalmente, aos portões além dos quais os vivos não entram.
O guardião do portão desafiou-a e desnudou-se de suas roupas e jóias, pois nada pode ser levado para aquela terra. Por amor ela estava aqui confinada como todos os que ali penetram, e foi conduzida à morte.
Ele a amava e ajoelhou- se a seus pés, deu-lhe o beijo quíntuplo e disse:
-Não retorne ao mundo dos vivos, mas permaneça aqui comigo e tenha paz, descanso e conforto.
Mas ela respondeu:
-Por que você faz com que todas as coisas que amo e prezo murchem e morram?
-Senhora- disse ele- é destino de tudo que aquilo que vive morrer. Tudo passa, tudo se esvai. Eu trago conforto e consolo para aqueles que cruzam os portões, para que possam juvenescer, mas você é o desejo do meu coração, não volte, fique aqui comigo.
E ela ficou com ele durante três dias e três noites, e ao final da terceira noite, ela colocou sua coroa, que se tornou o diadema que ela colocou em seu pescoço, dizendo:
-Eis o circulo do renascimento. Através de você todos saem da vida, mas através de mim todos podem renascer novamente. Tudo passa, tudo muda. Mesmo a morte não é eterna. Meu é o mistério do ventre, que é o caldeirão do renascimento. Penetre em mim e me conheça e estará liberto de todo o medo. Pois se a vida é somente uma passagem para a morte, a morte é somente uma passagem de volta para a vida e em mim, o círculo sempre gira.
Amorável ele penetrou-a e assim renasceu para a vida. No entanto ele, é conhecido como senhor das sombras, o confortador e consolador, aquele que abre os portões, rei da terra da juventude, o que dá paz e descanso. Mas ela é a mãe de toda a vida; dela todas as coisas nascem e para ela devem retornar novamente. Nela estão todos os mistérios da morte e do renascimento; nela encontra-se a realização de todo o amor.
Origens da Wicca
Para a Wicca, existe um Princípio Criador, que não tem nome e está além de todas as definições. Desse princípio, surgiram as duas grandes polaridades, que deram origem ao Universo e a todas as formas de vida.
Princípio Feminino ou Grande Mãe
A Grande Mãe representa a Energia Universal Geradora, o Útero de Toda Criação. É associada aos mistérios da Lua, da Intuição, da Noite, da Escuridão e da Receptividade. É o inconsciente, o lado escuro da mente que deve ser desvendado. A Lua nos mostra sempre uma face nova a cada sete dias, mas nunca morre, representando os mistérios da Vida Eterna. Na Wicca, a Deusa se mostra com três faces: a Virgem, a Mãe e a Velha Sábia, sendo que esta última ficou mais relacionada à Bruxa na Imaginação popular. A Deusa Tríplice mostra os mistérios mais profundos da energia feminina, o poder da menstruação na mulher, e é também a contraparte Feminina presente em todos os homens, tão reprimida pela cultura patriarcal!
PRINCIPIO MASCULINO OU DEUS CORNIFERO
Da mesma forma que toda luz nasce da escuridão, o Deus, símbolo solar da energia masculina, nasceu da Deusa, sendo seu complemento, e trazendo em si os atributos da coragem, pensamento lógico, fertilidade, saúde e alegria. Da mesma forma que o sol nasce e se põe, todos os dias, o Deus nos mostra os mistérios de Morte e do Renascimento. Na Wicca, o Deus nasce da Grande Mãe, cresce, se torna adulto, apaixona-se pela Deusa Virgem, eles fazem amor, a Deusa fica grávida, o Deus morre no inverno e renasce novamente, fechando o ciclo do renascimento, que coincide com os ciclos da Natureza, e mostra os ciclos da nossa própria vida. Para alguns, pode parecer meio incestuoso que o Deus seja filho e amante da Deusa, mas é preciso perceber p verdadeiro simbolismo do mito, pois do útero da Deusa todas as coisas vieram, e, para ele, tudo retornará. E, se pensarmos bem, as mulheres sempre foram mães de todos os homens, pelo seu poder de promover o renascimento espiritual do ser amado e de toda a Humanidade. Quando discutirmos a Roda do Ano, esses conceitos serão novamente explicados na parte dos rituais. Mas o sentido profundo do simbolismo na Bruxaria só pode ser verdadeiramente entendido através da meditação e do contato intuitivo com a energia dos Deuses.
Para os iniciantes
O que é Wicca?
Para entendermos o que é Wicca, precisamos falar sobre a Deusa e suas inumeras faces. Disponibilizaremos aqui uma breve historia de uma das mais conhecidas faces da Deusa, e alguns fundamentos Wiccanos.
A Deusa
O periodo neolítico não conhecia figuras idealizadas de Deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa Mãe. O conceito paterno inexistia, e a moral da Mãe, a ciencia, e a religião ocupavam a mesma esfera. Posteriormente com a instituição do patriarcado o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Todas as religiões ancestrais visualizavam o universo como uma grande e generosa Mãe. Nada mais natural, pois, não é do ventre delas que saimos? De acordo com o mito universal da criação tudo teria saido Dela. No antigo Egito era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será, e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu, que também era seu consorte. No entanto ela nunca foi só a fonte de vida, como também era a senhora da morte. O culto a Grande mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas, e esse mesmo culto gerava uma sociedade pacífica, onde inexistiam as guerras por poder e controle como se vê no patriarcado. Descobertas em sitios arqueológicos neolíticos testificaram a existencia de uma sociedade agrícola pré-historica avançada, na região da Europa e do Oriente médio, onde os homens e as mulheres viviam harmoniozamente e o culto a Deusa era pedominante, nunca se encontrou vestígios de armas ou estruturas de defesa, confirmando o fato de que era uma sociedade fundamentalmente pacífica. Também não foram encontradas representações artisticas de guerras ou brigas dentro da aldeia pelo poder, mas sim representações da natureza e figuras do corpo feminino. Figuras semelhantes foram encontradas em Creta, datadas de 2000 anos a.C Na sociedade cretense mulheres trabalhavam nas mais diversas funções, sendo desde Sacerdotisas até chefes de navio, todas as formas de vivencia desse povo eram fundamentadas numa vigorosa fé na antureza, fonte de toda criação e harmonia. Segundo informações de historiadores a mudança do matriarcado para o patriarcado aconteceu em várias esferas. Na Europa a sociedade que pacificamente cultuava a Deuisa foi vítima da invasão de guerreiros orientais - os Kurgans. Que facilmente derrubaram o sistema matriarcal impondo suas crenças aos dominados. Outro fato que influenciou para essa mudança foi o grande crescimento da população, que levou as grandes sociedades arcaicas a "domesticar" a Terra. Os homens tinham que dominar a natureza para que ela produzisse o que necessitavam. Ao se descobrir que o sêmem do homem é que fecundava a mulher ( na época achava-se que essas gerassem sozinhas ), estabeleceu-seo culto ao falo, sendo esse difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo grandes resultados na Índia. Advenciando o monoteísmo e o patriarcado - connsequentemente a mulher foi dominada - o culto ao falo se stabeleceu firme e definitivamente. "O monoteísmo não é so uma religião é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não crente", e por fim do homem sobre a mulher.
Para entendermos o que é Wicca, precisamos falar sobre a Deusa e suas inumeras faces. Disponibilizaremos aqui uma breve historia de uma das mais conhecidas faces da Deusa, e alguns fundamentos Wiccanos.
A Deusa
O periodo neolítico não conhecia figuras idealizadas de Deuses - vigorava o matriarcado, com a Deusa Mãe. O conceito paterno inexistia, e a moral da Mãe, a ciencia, e a religião ocupavam a mesma esfera. Posteriormente com a instituição do patriarcado o cálice foi derramado através da espada, relegando o elemento feminino. Todas as religiões ancestrais visualizavam o universo como uma grande e generosa Mãe. Nada mais natural, pois, não é do ventre delas que saimos? De acordo com o mito universal da criação tudo teria saido Dela. No antigo Egito era chamada de Nuit, a Noite. "Eu sou o que é, o que será, e o que foi." Para os gregos era Gaia - Mãe de tudo, inclusive de Urano, o Céu, que também era seu consorte. No entanto ela nunca foi só a fonte de vida, como também era a senhora da morte. O culto a Grande mãe era a religião mais difundida nas sociedades primitivas, e esse mesmo culto gerava uma sociedade pacífica, onde inexistiam as guerras por poder e controle como se vê no patriarcado. Descobertas em sitios arqueológicos neolíticos testificaram a existencia de uma sociedade agrícola pré-historica avançada, na região da Europa e do Oriente médio, onde os homens e as mulheres viviam harmoniozamente e o culto a Deusa era pedominante, nunca se encontrou vestígios de armas ou estruturas de defesa, confirmando o fato de que era uma sociedade fundamentalmente pacífica. Também não foram encontradas representações artisticas de guerras ou brigas dentro da aldeia pelo poder, mas sim representações da natureza e figuras do corpo feminino. Figuras semelhantes foram encontradas em Creta, datadas de 2000 anos a.C Na sociedade cretense mulheres trabalhavam nas mais diversas funções, sendo desde Sacerdotisas até chefes de navio, todas as formas de vivencia desse povo eram fundamentadas numa vigorosa fé na antureza, fonte de toda criação e harmonia. Segundo informações de historiadores a mudança do matriarcado para o patriarcado aconteceu em várias esferas. Na Europa a sociedade que pacificamente cultuava a Deuisa foi vítima da invasão de guerreiros orientais - os Kurgans. Que facilmente derrubaram o sistema matriarcal impondo suas crenças aos dominados. Outro fato que influenciou para essa mudança foi o grande crescimento da população, que levou as grandes sociedades arcaicas a "domesticar" a Terra. Os homens tinham que dominar a natureza para que ela produzisse o que necessitavam. Ao se descobrir que o sêmem do homem é que fecundava a mulher ( na época achava-se que essas gerassem sozinhas ), estabeleceu-seo culto ao falo, sendo esse difundido pela Europa, Egito, Grécia e Ásia, atingindo grandes resultados na Índia. Advenciando o monoteísmo e o patriarcado - connsequentemente a mulher foi dominada - o culto ao falo se stabeleceu firme e definitivamente. "O monoteísmo não é so uma religião é uma relação de poder. A crença numa única divindade cria uma hierarquia - de um Deus acima dos outros, do mais forte sobre o mais fraco, do crente sobre o não crente", e por fim do homem sobre a mulher.
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